
Incompreensível
Hoje estive na Exposição Canina de S. João das Lampas.
Quando cheguei lá estava a decorrer uma prova em que participava uma cadela dogue argentino. Via-se que já tinha tido muitas ninhadas pelo tamanho das maminhas.
Fiquei com os olhos fixos nela, a pensar na Spring e vieram-me as lágrimas aos olhos.
Como é possível amar tanto uma cadela?
“When Pigs Fly!”

De Jane Killion é um livro sobre cães e treino de cães, bem-humorado e muito divertido. Ainda só li os três primeiros capítulos e estou a adorar.
A autora tem a rara capacidade de misturar dados muito científicos com questões do dia-a-dia de um modo muito simples e com grande sentido de humor.
O resultado é que a leitura deste livro ora me provoca uma boa gargalhada, ora me explica aquelas coisas que nunca ninguém me tinha explicado.
Um exemplo: estudos neurofisiológicos demonstram que o som do clicker é processado numa parte diferente do cérebro (a amígdala) que as palavras (que são processadas no córtex), o que explica porque é que o treino com clicker resulta melhor que quando é usada uma palavra como marcador.(*)
Quanto a exemplos de boas gargalhadas…leiam o livro, sim?
(*) Pryor num artigo intitulado "The Neurophysiology of Clicker Training".
O Lord foi-se embora ontem.
Quando o Rui o veio buscar ficamos um bocadinho a falar sobre cães em geral e sobre o Lord em particular. Gabei o comportamento do Lord e o Rui contou-me que quando ele era cachorro teve o cuidado de fazer uma socialização activa, ou seja, levava-o a parques e às praias para que ele tivesse contacto com outros cães, com pessoas, com crianças… Também teve o cuidado de o ensinar a andar na trela sem puxar, a sentar sob comando e a largar o que tivesse na boca.Todos esses cuidados fazem do Lord um cão seguro, apesar do tamanho e da força que tem.
As vantagens de se viver com um cão seguro são inúmeras, podemos levar o cão onde quer que seja e estar tranquilos que ele não irá atacar outros cães ou pessoas, podemos pedir-lhe para se sentar enquanto ficamos na esplanada a ler o jornal, podemos passeá-lo sem trela e por aí fora.
Fiquei contente por ter conversado com o Rui, por ter encontrado uma pessoa com sentido de responsabilidade para com o seu cão. Oxalá toda a gente fosse assim!
Métodos de Treino

Um excelente e esclarecedor artigo sobre dominância, agressividade e os métodos que alguns treinadores usam para lidar com esses comportamentos.
O tempo gasto na preparação é ganho na acção.
Há muitos, muitos anos, trabalhei numa empresa chamada Dynargie que se dedicava a formação no âmbito empresarial. Num dos muitos seminários da empresa era citada uma frase de que nunca me esqueci: “O tempo gasto na preparação é ganho na acção.”
Não me lembro quem era o autor, nem a que é que ele se referia, mas sei que é uma verdade absoluta em relação ao treino de cães.
Quando se trata de ensinar ou modificar determinado comportamento a um cão não há atalhos possíveis, apenas trabalho, muito trabalho e mais trabalho.
Tudo se consegue, desde que seja fisicamente possível para o cão, até fazer o pino! Eu já vi e tenho testemunhas.
Como já uma vez aqui escrevi, ensinar um cão é como aprender a ler: ao princípio custa muito, à medida que vamos praticando torna-se mais fácil e, no fim fica para toda a vida!
Dominância
Eis porque considero tão importante fazer seminários e esclarecer as pessoas sobre dominância!
Só sei que nada sei!
um dos participantes no primeiro seminário...Gosto desta frase, mas reformularia; quanto mais sei mais me apercebo da imensidade do que me falta saber!
Esta é a minha realidade de todos os dias porque todos os dias aprendo algo novo. Aprendo com os cães, com os livros, com os amigos, comigo mesma.
Não se trata de gabarolice; sou profundamente humilde, às vezes até demasiado para me levarem a sério.
O que me espanta, e não consigo para de me espantar, é a confiança que algumas pessoas têm no seu saber de ideias feitas e lugares comuns. Dizem-se as maiores barbaridades com convicção e não se questionam, aceitam-se!É verdadeiramente espantoso e insuportavelmente perigoso! Questionar é absolutamente necessário! Por favor, nunca deixem de o fazer.
Lord, a bola e eu

O Lord é o rottweiller mais lindo que já vi! Para os que se abespinham com esta afirmação, posso acrescentar que não tenho tido muito contacto com rottweillers, para todos os outros vou tentar arranjar fotos!
O Lord tem uma paixão: a bola! O que foi simpático, ao princípio, pois facilitou a nossa relação; eu atirava-lhe a bola, ele ficava feliz e eu também.
Depois o Lord passou a considerar-me uma atiradora de bolas e assim que me via corria para ir buscar a bola para eu atirar. Como apanhar a bola é o máximo ponto da existência do Lord, ele começou a apresentar um comportamento indesejado: chorava e arranhava as portas para vir ter comigo e jogarmos a atirar a bola.
Experimentei trazê-lo para o meu quarto e fazer-lhe festas e companhia. Qual quê? Não parava quieto à procura da bola; é que o jogo, para funcionar, precisa de dois elementos: eu e a bola!
Decidi que precisava mudar o meu comportamento de forma a alterar o comportamento do Lord. Agora estou com ele muitas vezes sem lhe atirar a bola e, quando decido jogar, jogo até ele não poder mais de cansaço. É difícil, mas consigo!
Já noto que o Lord já não chora tanto, nem está tão obcecado em estar comigo, pois já percebeu que eu não significo brincadeira. Felizmente, a minha estratégia está a resultar porque as portas não resistiriam muito mais!
O Lord tem uma paixão: a bola! O que foi simpático, ao princípio, pois facilitou a nossa relação; eu atirava-lhe a bola, ele ficava feliz e eu também.
Depois o Lord passou a considerar-me uma atiradora de bolas e assim que me via corria para ir buscar a bola para eu atirar. Como apanhar a bola é o máximo ponto da existência do Lord, ele começou a apresentar um comportamento indesejado: chorava e arranhava as portas para vir ter comigo e jogarmos a atirar a bola.
Experimentei trazê-lo para o meu quarto e fazer-lhe festas e companhia. Qual quê? Não parava quieto à procura da bola; é que o jogo, para funcionar, precisa de dois elementos: eu e a bola!
Decidi que precisava mudar o meu comportamento de forma a alterar o comportamento do Lord. Agora estou com ele muitas vezes sem lhe atirar a bola e, quando decido jogar, jogo até ele não poder mais de cansaço. É difícil, mas consigo!
Já noto que o Lord já não chora tanto, nem está tão obcecado em estar comigo, pois já percebeu que eu não significo brincadeira. Felizmente, a minha estratégia está a resultar porque as portas não resistiriam muito mais!
O Oito e o Oitenta

Este blogue nasceu para escrever sobre cães; os cães da Casa e os que por cá passam. Também aqui tenho falado de outros cães, de todos os cães, principalmente os que mais me doem; os esfomeados, acorrentados, infelizes.
Está na altura de falar nos felizes, aqueles a quem nada falta; nem comida, nem conforto, nem companhia. Aqueles que têm algo mais; a coleira a condizer com a trela, os passeios especiais de fim-de-semana, o treino, as festas de aniversário…
A algumas pessoas pode parecer um exagero, mas eu compreendo muito bem. Parece-me natural que as pessoas celebrem a alegria de compartilhar a vida com cães com momentos especiais. O cão pode não compreender o conceito de aniversário, ou do Natal, mas percebe a alegria das pessoas reunidas e aprecia – oh se aprecia! – as guloseimas que lhe dão.
Por isso, quando a Filipa decidiu dedicar-se à confecção de bolos próprios para cães eu fiquei contente. É sinal de que os cães se integram nas celebrações dos humanos e que os humanos celebram a vivência com os cães. Acho que o trabalho da Filipa vai ser um sucesso!
Está na altura de falar nos felizes, aqueles a quem nada falta; nem comida, nem conforto, nem companhia. Aqueles que têm algo mais; a coleira a condizer com a trela, os passeios especiais de fim-de-semana, o treino, as festas de aniversário…
A algumas pessoas pode parecer um exagero, mas eu compreendo muito bem. Parece-me natural que as pessoas celebrem a alegria de compartilhar a vida com cães com momentos especiais. O cão pode não compreender o conceito de aniversário, ou do Natal, mas percebe a alegria das pessoas reunidas e aprecia – oh se aprecia! – as guloseimas que lhe dão.
Por isso, quando a Filipa decidiu dedicar-se à confecção de bolos próprios para cães eu fiquei contente. É sinal de que os cães se integram nas celebrações dos humanos e que os humanos celebram a vivência com os cães. Acho que o trabalho da Filipa vai ser um sucesso!
Girassol
Hoje a Girassol foi ao veterinário. Nada de especial a levou lá, foi só fazer umas análises para saber se está tudo bem que a idade não perdoa.
Aproveitou a oportunidade para fazer uma radiografia às patas posteriores porque dá sinal que alguma dor a incomoda. O resultado foi excelente, tomara que fossem todos assim, disse o Dr. Paulo. Não tem sinais de artroses, pelo que a tal dorzita pode ser muscular.
Os resultados das análises devem chegar na sexta-feira, estou confiante que vai estar tudo bem porque esta cadela-flor é uma resistente.
Aproveitou a oportunidade para fazer uma radiografia às patas posteriores porque dá sinal que alguma dor a incomoda. O resultado foi excelente, tomara que fossem todos assim, disse o Dr. Paulo. Não tem sinais de artroses, pelo que a tal dorzita pode ser muscular.
Os resultados das análises devem chegar na sexta-feira, estou confiante que vai estar tudo bem porque esta cadela-flor é uma resistente.
O Cão
Esse animal maravilhoso que se deita aos nossos pés e lambe as nossas mãos
Um cliente disse-me uma frase que nunca mais me esqueci: “cão é cão”! Impressionou-me como a noção dele do que é um cão, ou melhor, de como um cão deve ser tratado, diferia tanto da minha.
Entretanto, tenho usado o meu tempo para descobrir e aprender mais sobre os cães. Descobri que viver com cães, viver dedicada a eles não é suficiente. É preciso aprender mais, assistir a formações, ler livros, pesquisar na internet…
Tenho aprendido muito, o que me ajuda a perceber o quanto mais me falta saber. Já não vou em conversas de saberes feitos, daqueles que me dizem que é assim porque é, porque já o pai e o avô diziam que é assim. Peço explicações, provas, estudos científicos que o demonstrem. Abri a porta do conhecimento e a minha curiosidade é insaciável.
Todas estas novas informações fazem-me questionar as ideias comuns que as pessoas comuns têm sobre os cães. Vivemos com eles toda uma vida, somos companheiros há milénios e não sabemos quase nada sobre a essência dos cães. Aliás, temos todo um conjunto de ideias fabulosas baseadas em histórias de encantar e filmes e séries televisivas que não se prendem com a realidade dos cães, mas sim com um imaginário colectivo.
A senhora Jean Donaldson que escreveu um excelente livro sobre cães, chamado Choque de Culturas, diz, a páginas tantas, que considera perturbante que o valor dos cães seja baseado em mitos e exageros, como se eles não fossem suficientemente bons. Que o seu valor vem do que são realmente, da sua “dogginess” (não consigo traduzir esta expressão). Que os cães valem e são maravilhosos como são.
Pode parecer que estou a exagerar. Talvez esteja. Muitas pessoas vivem felizes com os seus cães e fazem os cães felizes. Podem não saber muito sobre cães, mas amam-nos e são sensíveis às suas necessidades.
Por outro lado, há muitas outras pessoas que decidem ter um cão sem saber nada sobre o que é um cão. Todos sabemos de demasiadas histórias em que esta situação tem um mau resultado. Não é que façam por mal, mas os resultados podem ser realmente catastróficos.
Um exemplo: adopta-se um cão bebé que se viu numa loja ou numa feira de adopções, leva-se o cachorro para casa e, no dia seguinte, sai-se para ir trabalhar. Chega-se a casa ao fim do dia para se descobrir um cenário de pós guerra, destruição total, xixis e cocós por todo o lado, e o cachorro a dormir calmamente em cima do sofá. Decide-se que o cachorro passa a ficar na varanda onde os estragos são controláveis. Chega-se a casa ao fim do dia, abre-se a porta da varanda e sai de lá um cão histérico, extremamente carente de companhia e contacto humano. Não há tempo, nem pachorra, nem disponibilidade para aturar tanto histerismo. O cão continua na varanda. Ao princípio ladra e gane a pedir para entrar, eventualmente, acaba por desistir. Uma noite a campainha da porta toca. É uma senhora que vem perguntar se não estariam interessados em dar o cão para adopção, encontrar uma família com mais condições para o fazer feliz, porque vê o cão dia e noite, Inverno e Verão, sozinho na varanda, a ração misturada com as fezes, a tristeza estampada no olhar.
Ficção? Infelizmente, não! Esta situação e outras que tais são tão comuns que muitas pessoas nem reparam e, se não acreditam em mim, olhem à vossa volta com atenção.
Para tentar evitar estas situações, para ajudar as pessoas que pensam ter um cão mas não sabem muito bem o que implica ter um cão, estou a preparar uma pequena formação de algumas horas. Estou a pensar intitulá-la “Cãopanheirismo – Bases para uma Adopção Responsável” mas aceito sugestões. O programa está quase pronto e, em breve, o partilharei convosco.
Os maluquinhos dos animais
No âmbito da divulgação no Face Book de uma iniciativa que visa alertar o público para as más condições de alguns canis municipais, gerou-se uma troca de mensagens que me tem dado que pensar.
Foi assim, uma senhora escreveu que as pessoas não devem entregar os animais nos canis porque eles serão abatidos ao fim de algum tempo. Outra pessoa perguntou, então onde devem entregar os animais?
A resposta foi surpreendente: nas associações!
Nesta altura eu não me contive e intervim. Então não sabe que as associações estão sobrelotadas, que mal têm recursos para cuidar dos animais que recolheram, quanto mais cuidar de todos os animais cujos responsáveis não querem ou não podem encontrar soluções para quando vão de férias?
A resposta não se fez esperar, acompanhada por uma carga emocional fortíssima. Se considero injusto empurrar este problema para as sobrelotadas associações, então que sugestões ofereço? É que ficar de braços cruzados, sem dizer nem fazer nada é que não pode ser e, se não faço parte da solução, faço parte do problema.
Mais ainda, na opinião da dita senhora, os que abandonam os animais de companhia deviam ser tatuados na testa a informar que são maus adoptantes e ter as mãos cortadas!
Ao contrário desta senhora, eu faço parte da solução. Como tal, sei que este é um problema complexo e de enormes dimensões e que, como todos os problemas complexos e de enormes dimensões, não tem soluções simples nem imediatas.
Que é necessário tomar medidas, concordo absolutamente, mas é preciso ter cuidado ao decidir que medidas se tomam para não prejudicar em vez de ajudar.
Quando se decide encaminhar os abandonos para as associações estamos a prejudicar e explico porquê.
Se uma pessoa der ouvidos a esta senhora e, em vez de entregar o cão no canil, contactar uma associação para entregar o cão, vai receber uma resposta negativa, explicando que teriam muito gosto em ajudar mas estão sobrelotados. Se contactar outra associação, receberá a mesma resposta e, por muitas associações que contacte, a resposta será sempre a mesma.
Ao propor uma solução impraticável, esta senhora está a fazer com que os defensores do bem-estar animal percam credibilidade.
Ao sugerir que tatuem e cortem as mãos às pessoas que abandonam os animais, esta senhora está a dizer uma bacorada que ninguém está disposto a ouvir.
Consequentemente, os defensores do bem-estar animal serão mais uma vez apelidados de maluquinhos e perdem credibilidade. Ninguém nos leva a sério!
As minhas propostas: encarar os problemas com a seriedade que eles merecem, apresentar soluções exequíveis e ter uma postura calma e racional. De outra maneira, não chegamos a lado nenhum.
Foi assim, uma senhora escreveu que as pessoas não devem entregar os animais nos canis porque eles serão abatidos ao fim de algum tempo. Outra pessoa perguntou, então onde devem entregar os animais?
A resposta foi surpreendente: nas associações!
Nesta altura eu não me contive e intervim. Então não sabe que as associações estão sobrelotadas, que mal têm recursos para cuidar dos animais que recolheram, quanto mais cuidar de todos os animais cujos responsáveis não querem ou não podem encontrar soluções para quando vão de férias?
A resposta não se fez esperar, acompanhada por uma carga emocional fortíssima. Se considero injusto empurrar este problema para as sobrelotadas associações, então que sugestões ofereço? É que ficar de braços cruzados, sem dizer nem fazer nada é que não pode ser e, se não faço parte da solução, faço parte do problema.
Mais ainda, na opinião da dita senhora, os que abandonam os animais de companhia deviam ser tatuados na testa a informar que são maus adoptantes e ter as mãos cortadas!
Ao contrário desta senhora, eu faço parte da solução. Como tal, sei que este é um problema complexo e de enormes dimensões e que, como todos os problemas complexos e de enormes dimensões, não tem soluções simples nem imediatas.
Que é necessário tomar medidas, concordo absolutamente, mas é preciso ter cuidado ao decidir que medidas se tomam para não prejudicar em vez de ajudar.
Quando se decide encaminhar os abandonos para as associações estamos a prejudicar e explico porquê.
Se uma pessoa der ouvidos a esta senhora e, em vez de entregar o cão no canil, contactar uma associação para entregar o cão, vai receber uma resposta negativa, explicando que teriam muito gosto em ajudar mas estão sobrelotados. Se contactar outra associação, receberá a mesma resposta e, por muitas associações que contacte, a resposta será sempre a mesma.
Ao propor uma solução impraticável, esta senhora está a fazer com que os defensores do bem-estar animal percam credibilidade.
Ao sugerir que tatuem e cortem as mãos às pessoas que abandonam os animais, esta senhora está a dizer uma bacorada que ninguém está disposto a ouvir.
Consequentemente, os defensores do bem-estar animal serão mais uma vez apelidados de maluquinhos e perdem credibilidade. Ninguém nos leva a sério!
As minhas propostas: encarar os problemas com a seriedade que eles merecem, apresentar soluções exequíveis e ter uma postura calma e racional. De outra maneira, não chegamos a lado nenhum.
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É já no próximo fim de semana.
Para os mais distraidos, aqui fica o programa.
AGRESSIVIDADE
Agressividade
§ O que é a agressividade nos cães?
§ Agressividade como problema comportamental
Tipos de agressividade
§ Agressividade defensiva
§ Agressividade redireccionada
§ Agressividade com pessoas/estranhos
§ Agressividade com animais (cães, gatos, etc.)
Agressividade e quadros médicos
§ Quadros médicos que propiciam agressividade
§ Medicamentos usados no tratamento de casos de agressividade
§ A procura de ajuda no veterinário
Sinais comunicativos caninos
§ Sinais de apaziguamento
§ Sinais de distanciamento
§ Supressão de sinais e consequências
Condicionamento clássico e operante
§ O que é o condicionamento clássico
§ O que é o condicionamento operante
§ Os 4 quadrantes de ensino
Uso de castigo positivo e reforço negativo na abordagem de problemas agressivos
§ Dificuldades
§ Consequências
§ Flooding
§ Learned Helplessness
Técnicas de resolução de agressividade
§ O que é o modelo A-C-C?
§ Como determinar o A e os Cs
§ Entrevista
§ Técnicas de resolução de problemas de agressividade
DOMINÂNCIA
Dominância
Conceito de dominância
Conceito de dominância no mundo dos cães
Origem do conceito de dominância
Hierarquia
Conceito de hierarquia
Tipos de hierarquias
A hierarquia nos cães
Os lobos e os cães
Origem e evolução dos cães
Semelhanças e diferenças entre cães e lobos
O lobo na sala-de-estar
Teoria da dominânica
Teoria da dominância no treino canino
Consequências no relacionamento com cães
Falhas da teoria da dominância
Ciência da aprendizagem na abordagem de casos de agressividade
As Fotos do Leão
Amor é...
...deixar a Spring roer um osso de borracha e encher a minha cama de pedacinhos de borracha só para ela não lamber o creme com que acabei de besuntar-lhe as patas!
Capítulo 6
A D. Maria tem uma qualidade muito importante que merece ser realçada: empatia, ela percebe instintivamente que todos os cães são o seu Prince, que todos têm as mesmas necessidades e sentimentos. Não é como alguns “donos” de cães que vemos por aí, a passear o seu cãozinho pela trela e a distribuir pontapés por todos os cães de rua que ousam aproximar-se do seu bichinho!
Sendo assim, a D. Maria socorreu a cadela e os seus filhotes com a mesma determinação com que se empenha a fazer feliz o seu Prince.
Nessa noite, a casa da D. Maria ficou mais pequena; uma cama grande para a mãe e filhos, mantas, toalhas, jornais espalhados pelo chão da cozinha. Recebeu os novos hóspedes com muito mais confiança que recebera o Prince. Afinal já é perita em cães; tem ração e desparasitantes em casa, tem o número do veterinário memorizado no telemóvel, tem alguma experiência e amor é o que não lhe falta.
Finalmente, a D. Maria senta-se no sofá da sala. Suspira. Os cães estão tratados, domem e ressonam com a barriga cheia. Sabe bem ouvir a sua respiração.
Por hoje, já está, tudo tratado. Pode ir deita-se e dormir descansada. Mas amanhã? Como é que vai ser? Não sabe. Mas a D. Maria é uma mulher metódica e sabe que não vale a pena antecipar os problemas. Levanta-se e vai para a cama. Amanhã, logo se vê.
A D. Maria tem uma qualidade muito importante que merece ser realçada: empatia, ela percebe instintivamente que todos os cães são o seu Prince, que todos têm as mesmas necessidades e sentimentos. Não é como alguns “donos” de cães que vemos por aí, a passear o seu cãozinho pela trela e a distribuir pontapés por todos os cães de rua que ousam aproximar-se do seu bichinho!
Sendo assim, a D. Maria socorreu a cadela e os seus filhotes com a mesma determinação com que se empenha a fazer feliz o seu Prince.
Nessa noite, a casa da D. Maria ficou mais pequena; uma cama grande para a mãe e filhos, mantas, toalhas, jornais espalhados pelo chão da cozinha. Recebeu os novos hóspedes com muito mais confiança que recebera o Prince. Afinal já é perita em cães; tem ração e desparasitantes em casa, tem o número do veterinário memorizado no telemóvel, tem alguma experiência e amor é o que não lhe falta.
Finalmente, a D. Maria senta-se no sofá da sala. Suspira. Os cães estão tratados, domem e ressonam com a barriga cheia. Sabe bem ouvir a sua respiração.
Por hoje, já está, tudo tratado. Pode ir deita-se e dormir descansada. Mas amanhã? Como é que vai ser? Não sabe. Mas a D. Maria é uma mulher metódica e sabe que não vale a pena antecipar os problemas. Levanta-se e vai para a cama. Amanhã, logo se vê.
Chique,chique!
As carraças aproveitavam o pelo espesso e comprido do nosso guerreiro para se refugiarem e alimentarem. Era fartar vilanagem!
Como para grandes males, grandes remédios, o Talibocas foi à tosquia (gentileza da tia Sara!)
O resultado está à vista; o nosso Talibocas ficou chique, chique. Até parece um lulu de luxo! Quem te viu e quem te vê, meu amigo.
Johnny, a aproximação
O Johnny já se aproxima de mim. Cheira-me e anda pelo pátio, fascinado com a bola do Leão.
Ainda não vai atrásda bola, mas já deixou de me rosnar. Devagar, devaraginho ele vai perdendo o medo...
Leão e Johnny
São os novos hóspedes da Casa.
O Leão impressiona pela sua beleza. Mais uma vez, se confirma que a riqueza genética de um chamado rafeiro pode produzir resultados de surpreendente beleza! Além do mais, prima pela originalidade; é um cão único, como nunca vi nenhum!
Estou sem máquina fotográfica, mas hei-de pedir uma foto aos donos para postar aqui.
De feitio é um cão normal; sociável, brincalhão, meigo. Gosta de correr atrás da bola e de me lamber a cara. É um prazer estar com ele!
O Johnny é um caso único para mim; um cão que não gosta de pessoas. Tem medo.
Passo por ele e ignoro-o. Fica a ver-me brincar no pátio com o Leão, curioso e receoso. Dizem-me que adora bolas, mas nem isso o convence a aproximar-se. Sempre que olho para ele, rosna-me. Não faz mal, dou-lhe tempo. O importante é que se sinta o melhor possível.
Deita-se na sua cama e rosna-me sempre que eu o espreito. Ao contrário do que eu esperava, come bem. É bom sinal!
O Leão impressiona pela sua beleza. Mais uma vez, se confirma que a riqueza genética de um chamado rafeiro pode produzir resultados de surpreendente beleza! Além do mais, prima pela originalidade; é um cão único, como nunca vi nenhum!
Estou sem máquina fotográfica, mas hei-de pedir uma foto aos donos para postar aqui.
De feitio é um cão normal; sociável, brincalhão, meigo. Gosta de correr atrás da bola e de me lamber a cara. É um prazer estar com ele!
O Johnny é um caso único para mim; um cão que não gosta de pessoas. Tem medo.
Passo por ele e ignoro-o. Fica a ver-me brincar no pátio com o Leão, curioso e receoso. Dizem-me que adora bolas, mas nem isso o convence a aproximar-se. Sempre que olho para ele, rosna-me. Não faz mal, dou-lhe tempo. O importante é que se sinta o melhor possível.
Deita-se na sua cama e rosna-me sempre que eu o espreito. Ao contrário do que eu esperava, come bem. É bom sinal!
Money for Food

Chegou-me um apelo, que li na diagonal, em que pediam ajuda monetária para comprar comida para animais. Não sei qual é a origem do apelo, penso que será nos Estados Unidos da América porque pediam um dólar por pessoa.
O que me prendeu a atenção neste apelo foi dizerem que o dinheiro é para comida, visto que não se podem dar ao luxo de proporcionar cuidados veterinários aos animais.
Esta situação choca-me! Não é que não compreenda a falta de recursos. Compreendo até bem demais!
O que me choca é a opção de salvar um maior número de animais em detrimento da qualidade de vida que proporcionam aos animais resgatados.
Cada vez mais me convenço da necessidade das associações se aperceberem da impossibilidade de salvar todos os animais em risco. São muitas dezenas de milhares!
Cada vez mais me convenço da necessidade das associações trabalharem com qualidade oferecendo aos animais que resgatam óptimas condições de vida.
Se não for para fazer felizes aqueles que conseguimos salvar, então o que é que andamos a fazer?
Pititi
A Luna tem o pelo mais claro no dorso, mas, como a minha máquina fotográfica pifou de vez, aqui fica uma imagem semelhante...Ela chama-se Luna, é uma Yorkshire Terrier pequenina, tão pequenina que lhe chamo Pititi, Pilili, Piriri e outros nomes com muitos is.
Veio passar uns dias à Casa do Pinhal e eu tenho-me derretido com ela. É uma doçura! Deita-se muito encostada a mim e fica. Não dá trabalho nenhum. Só tem uma coisa: não suporta ficar separada de mim. Nem por um bocadinho. Ladra, gane, faz xixi… Acredito que esteja habituada a estar sempre acompanhada e é a primeira vez que se separa da família.
É curiosa com os outros cães, mas eles assustam-na, devem parecer-lhe gigantes, e refugia-se atrás das minhas pernas. Tenho-a mantido afastada dos outros, ela é tão frágil!
Para mim, que tenho uma predilecção por cães grandes, a Luna tem sido a prova que o tamanho não importa e ser mini tem as suas vantagens, oh se tem! Todo o prazer da companhia de um cão, com o mínimo de trabalho; são portáteis, comem pouco, ladram baixinho e, quando dão beijinhos, não fico com a cara e os óculos todos besuntados. Tem vantagens, sim senhor!
Veio passar uns dias à Casa do Pinhal e eu tenho-me derretido com ela. É uma doçura! Deita-se muito encostada a mim e fica. Não dá trabalho nenhum. Só tem uma coisa: não suporta ficar separada de mim. Nem por um bocadinho. Ladra, gane, faz xixi… Acredito que esteja habituada a estar sempre acompanhada e é a primeira vez que se separa da família.
É curiosa com os outros cães, mas eles assustam-na, devem parecer-lhe gigantes, e refugia-se atrás das minhas pernas. Tenho-a mantido afastada dos outros, ela é tão frágil!
Para mim, que tenho uma predilecção por cães grandes, a Luna tem sido a prova que o tamanho não importa e ser mini tem as suas vantagens, oh se tem! Todo o prazer da companhia de um cão, com o mínimo de trabalho; são portáteis, comem pouco, ladram baixinho e, quando dão beijinhos, não fico com a cara e os óculos todos besuntados. Tem vantagens, sim senhor!
Capítulo 5
Um cão, não o Prince, outro. Talvez seja uma cadela. Sim, é uma cadela, muito magra, suja, a meter o nariz nuns restos ao lado do caixote do lixo.
À medida que a D. Maria se aproxima lentamente, a cadela afasta-se, com medo.
A D. Maria compreende que a abordagem é ineficaz e dá meia volta, a caminho do emprego, não sem antes ter deixado um montinho de biscoitos para cão que trazia na mala.
Vira-se a tempo de ver a cadela devorar os biscoitos. Ah, minha querida, o teu mal é fome! Não te preocupes que eu volto com mais comida, promete a D. Maria nos seus pensamentos.
Depois de uma manhã desatenta no trabalho, sempre a pensar na cadela esfomeada, a D. Maria aproveita o curto intervalo de almoço para correr à mercearia mais próxima e comprar uma lata de patê com aspecto apetitoso.
Corre para o caixote do lixo onde vira a cadela e procura-a nas redondezas. Aventura-se por ruas estreitas, por prédios em ruínas e acaba por encontrá-la num buraco, uma toca improvisada.
- Ai, minha filha! Ai, minha querida, exclama a D. Maria ao perceber que enroscados na cadela estão um monte de cachorrinhos, muito bebés, muito pequeninos.
Abre a lata de comida e espalha-a em cima do saco de plástico, o mais perto que se consegue aproximar sem assustar a mãe.
- Ai, minha querida filha! O que é que faço contigo? Ai, suspira, enquanto volta para o emprego a correr, que já está atrasada.
Um cão, não o Prince, outro. Talvez seja uma cadela. Sim, é uma cadela, muito magra, suja, a meter o nariz nuns restos ao lado do caixote do lixo.
À medida que a D. Maria se aproxima lentamente, a cadela afasta-se, com medo.
A D. Maria compreende que a abordagem é ineficaz e dá meia volta, a caminho do emprego, não sem antes ter deixado um montinho de biscoitos para cão que trazia na mala.
Vira-se a tempo de ver a cadela devorar os biscoitos. Ah, minha querida, o teu mal é fome! Não te preocupes que eu volto com mais comida, promete a D. Maria nos seus pensamentos.
Depois de uma manhã desatenta no trabalho, sempre a pensar na cadela esfomeada, a D. Maria aproveita o curto intervalo de almoço para correr à mercearia mais próxima e comprar uma lata de patê com aspecto apetitoso.
Corre para o caixote do lixo onde vira a cadela e procura-a nas redondezas. Aventura-se por ruas estreitas, por prédios em ruínas e acaba por encontrá-la num buraco, uma toca improvisada.
- Ai, minha filha! Ai, minha querida, exclama a D. Maria ao perceber que enroscados na cadela estão um monte de cachorrinhos, muito bebés, muito pequeninos.
Abre a lata de comida e espalha-a em cima do saco de plástico, o mais perto que se consegue aproximar sem assustar a mãe.
- Ai, minha querida filha! O que é que faço contigo? Ai, suspira, enquanto volta para o emprego a correr, que já está atrasada.
Agressividade

Um excelente artigo sobre agressividade que, infelizmente, está em inglês.
Este tema vai ser profundamente debatido no seminário "Agressividade e Dominância" dos dias 26 e 27 deste mês, pelo que, o lerem o texto, ficarão com uma ideia das mensagens que serão transmitidas no seminário.
O Primeiro Seminário
A passear pelo Facebook encontrei este album de fotos do seminário de Novembro de 2009. Adorei recordar!
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"Sempre que um cão sai das minhas mãos para uma nova família, desejo que o tratem tão bem, ou ainda melhor, que eu. Desejo que compreendam que o cão não entra na suas vidas para os fazer felizes, mas, inversamente, a ideia é eles fazerem feliz o cão."


