Rapidamente


Passo por aqui só para desejar boas entradas em 2010 e dizer que a cãobada está bem; o Talibocas vai melhorando devagarinho e já se notam algumas melhoras nas patas da Spring. Com este tempo frio e ventoso, os "meninos" só querem estar deitados a descansar, de preferencia tapados com mantas.

Volto para o ano com mais novidades. Bom ano!

Vantagens de Adoptar um Animal Adulto

Recebi esta mensagem da PetNet:
"Os animais abandonados já foram bebés. Já viveram numa casa que depois, por algum motivo, os dispensou. Muitos são deixados para trás no mato, no caminho para as férias, outros são encontrados à beira das auto-estradas e outros são deixados nos canis/ gatis pelos próprios donos. As histórias repetem-se. E os animais esmorecem aos poucos num canto esperando pelos seus donos. Muitos adoecem com graves depressões e deixam-se morrer, evitando a comida e a água.
Um animal, independentemente da sua idade, tem muito amor para dar. Os animais abandonados, quer gatos quer cães, aprendem a amar quem lhes quiser bem. De facto, já passaram por tanta negligência e maldade que aprendem a amar a nova família adoptante de uma maneira incondicional. Os animais abandonados têm uma história muito triste por contar. Não deixem que uma dermatite causada pelas andanças na rua, a sua magreza ou a sua triste aparência vos iluda. Quando tinham dono o seu pêlo era lindo, eles corriam felizes e tinham um belo porte. Agora abandonados parece que todo o mundo desistiu deles. Vivem uma vida marginal, sobrevivendo de algumas (raras) pessoas bondosas que se vão sensibilizando. Muitos de vocês têm um animal. Agora imaginem como seria se o vosso menino andasse vagueando pela rua tentando sobreviver... É o que milhares deles fazem. E cada dia que sobrevivem é uma vitória. Que bom seria voltarem a ter uma casa que lhes desse mimo, que os acolhesse e que os tratasse para que o seu pêlo voltasse a brilhar. Que orgulho seria ter um guerreiro destes em casa…
São várias as vantagens de adoptar animais adultos:
* Talvez a mais importante é o facto de estarem a retirar um animal de um canil/ gatil, evitando o abate de uma vida inocente. Anualmente milhares de animais são abandonados, de todas as idades e de todas as raças. Muitos animais, exactamente por terem sido abandonados por alguém sem escrúpulos, estão já educados para viverem em casa e têm, por isso, certos hábitos incutidos. Hábitos higiénicos – como por exemplo, o hábito de passear na rua, recusando fazer necessidades em locais fechados; o hábito de não ladrarem às visitas; ou de se comportarem às horas de refeição;
* Já não terão o hábito de roer a mobília (próprio de muitos cachorros durante a mudança de dentição) e alguns – concretamente aqueles que tiverem sido abandonados já adultos – estão ensinados a não fazer as necessidades em casa. Também não fazem as interrupções naturais dos animais bebés durante a noite para serem alimentados; Os animais abandonados estão de tal forma gratos por uma segunda oportunidade ao serem retirados dos seus abrigos, da rua ou do canil/gatil que exibem comportamentos altamente dóceis e carinhosos para com os seus novos donos;
* Uma das grandes vantagens em adoptar um animal abandonado é a percepção automática do seu carácter apenas através da observação imediata do animal. Muitos cachorros/ gatinhos bebés crescem nas nossas casas e ganham hábitos muito «humanos». Querem tomar as refeições à mesma hora que os seus donos, exigindo atenção; os cães ladram aos vizinhos e visitas porque não foram totalmente ensinados; ou são ciumentos e possessivos com os seus pertences. De facto, quando um cachorro/ gatinho é adquirido não sabemos exactamente que carácter irá desenvolver. Pelo contrário, um animal adulto é tal e qual como se mostra à partida. A personalidade que exibe no momento espelha aquilo que ele é. Assim, se mostra ser carinhoso com crianças, se se deixa tocar enquanto está a comer ou se demonstra estar à vontade com coleira e trela sabemos que é esse o seu comportamento, deixando-nos completamente relaxados;
* Os cães e gatos abandonados são tendencialmente carinhosos. Os cães, por exemplo, tornam-se altamente seguidores das nossas actividades, mostrando-se sempre preparados para nos acompanhar onde quer que seja, sempre com um receio inconsciente de que sejam novamente abandonados. Os gatos procuram igualmente a nossa companhia, mimando-nos incondicionalmente. Eles são os animais domésticos que mais notam as diferenças ambientais. Um novo lar e muitos mimos irão deixá-los completamente derretidos."

22 de Dezembro, terça-feira


Hoje foi dia de veterinário.
A Spring foi esterilizada. Acabam-se os cios inoportunos e a possibilidade de acontecer alguma gravidez indesejada. Sim, que não é “depois de casa arrombada, trancas à porta”, temos de agir antes para que a casa não seja arrombada, que é como quem diz que não nasça mais uma ninhada de cachorros sem lar onde os desejem.
Nunca é demais repetir: esterilizar, esterilizar, esterilizar! É a maneira de acabar com a sobrepopulação de animais cães e gatos e com o consequente sofrimento a que está sujeita a grande maioria que não encontra abrigo num lar onde seja amada. Esterilizem as cadelas e os cães, as gatas e os gatos que vivem convosco. E quando estes estiverem esterilizados, não se fiquem por aí, e esterilizem a cadela da vizinha, a gata da prima. Sejam padrinhos e madrinhas de esterilização de animais que vivem nas ruas ou estão abrigados em alguma associação. Cada esterilização impede que milhares de animais sofram. Digam lá se não vale a pena!
Voltando ao veterinário. O Dr. Paulo fez uma ou duas punções na bola que o Talibocas tem na bochecha para mandar analisar. Ficamos à espera dos resultados para perceber melhor o que se passa. De qualquer modo, concordou que está a diminuir de tamanho e esperamos que desapareça por si.
Lamento referir este assunto, mas a última operação do Talibocas ainda não está paga, pelo que se alguém puder dar uma ajudinha…
Aproveitei a presença do Dr. Paulo para lhe pedir que apalpasse o Google que me parecia tinha um ligeiro inchaço na zona da garganta. Ele apalpou, apalpou, e disse que não era nada mas que devíamos estar sempre atentos. Moral da história: quando fizer festinhas aos cães, vou aproveitar para os ir apalpando, não vá aparecer algum inchaço suspeito!
O Zorba, o Manuel e a Girassol escaparam à vistoria médica; o Zorba porque já tinha sido visto quando levou o reforço da vacina, o Manuel e a Girassol não perdem por esperar porque já tenho planeado que vão fazer análises em Janeiro. O Manuel vai fazer uma citologia a uma otite que teima em resistir a todos os tratamentos e a Girassol, que, tirando uma artrose própria da idade, tem tido uma saúde de ferro, vai fazer uma análise ao sangue só para confirmar que está tudo bem. É que a idade não perdoa e mais vale prevenir que remediar.

Postal de Natal da Bianca


Postal de Natal da Pata Vermelha


Ontem

Que dia! Que chuva, que frio, que temporal!
Sei que não tenho o direito de me queixar, mas ontem foi daqueles dias em que apetece dar um pontapé na vida!
O frio era de rachar. O vento não estava de feição e empurrava o fumo da salamandra para dentro de casa. Tive de desistir e ligar o aquecedor, mas não é a mesma coisa.
Estou habituada a ter a saleta da salamandra bem quente e o resto da casa com uma temperatura amena. Ontem tinha uma temperatura amena ao lado do aquecedor e tiritava de frio no resto da casa!
Chovia! O Google pedia-me para ir à rua e, quando lhe abria a porta para o pátio, olhava para mim e desistia. O Manuel e o Zorba foram os únicos que se aventuraram a ir fazer um xixi lá fora. Escusado será dizer que passei boa parte do dia a limpar, a limpar e a voltar a limpar. Não os censuro, no lugar deles teria feito o mesmo.
Dormi abraçada à Spring. Senti que precisava de aquecimento extra durante e noite e convidei-a para dormir na minha cama. Foi o que fiz de melhor.
Os outros, deixei-os tapados com mantas antes de me ir deitar. Claro que se destapam durante a noite, mas mais não podia fazer.
Foi um dia horroroso e estou contente por ter acabado.
A única parte boa foi ter conseguido salvar o passarinho. Peguei nele com muito cuidado e soltei-o na janela. Ele voou para a ameixeira no fundo do pátio. Espero que tenha aprendido a lição e não volte a entrar em casa.

O Passarinho

Hoje a sala dos cães foi invadida por um passarinho. Pequenino como um pardal, aliás muito parecido com um pardal, só que tem o papo cor de laranja, não sei se há pardais assim.
Os cães fazem uma algazarra doida a ladrar e saltar para tentar chegar ao passarinho que se refugiou num vidro das janelas mais altas.
Fechei os cães no pátio e abri uma janela para permitir ao passarinho fugir.
Nada. Ele continua lá. Assustado. Provavelmente cansado.
Tenho pena dos cães que devem ter frio e abro-lhes a porta. A algazarra recomeça. O passarinho esvoaça, esvoaça a tentar sair pelo vidro fechado, ignorando a janela aberta.
Volto a fechar os cães no pátio. O passarinho agora pode descansar.
Desejo que ele descubra a saída e voe para longe. Já morreram tantos pardais no Verão; os cães atacavam-nos sem dó nem piedade. Gostava que este se safasse.

Está frio

Não escrevo muito. Está frio. Antes que o sol se ponha, ateio o fogo na salamandra e enrosco-me com a Spring ao colo, o Google ao lado, a ocupar metade do sofá.
O tempo escorre por entre as carícias na Spring, o olhar para as labaredas, o livro que tenho entre mãos…
Escrever? Não. Está frio.


Um caso de Natal



Costumo usar a expressão “cães de Natal” para me referir aos cachorros que são comprados ou adoptados para serem oferecidos como prendas de Natal. Uso-a com sentido pejorativo porque estou convencida que a maioria destes cães é abandonada até ao Verão pelos motivos habituais: dão muito trabalho, crescem, as pessoas vão de férias…
Quero acreditar que nem sempre é assim, mas… Apesar de não existirem estatísticas, a maior parte das vezes, é o que acontece.
O caso que apresento agora começa da maneira habitual. Um casal decide adquirir um cachorro de raça Labrador para oferecer aos filhos no Natal. A diferença surge quando o casal se mostra particularmente consciencioso e, em vez de optar por uma qualquer loja de animais, decide comprar directamente ao criador e visitar as instalações do criador antes de efectuar o negócio.
Esta é uma atitude que aconselho a todos os que optam por comprar um cão. Quem quer investir na compra de um cão deve ter o direito de conhecer os progenitores e as condições em que passam os primeiros meses de vida. Deve ainda poder exigir um documento certificando a compra/venda em que fique escrito todas as condições acordadas. Os bons criadores geralmente disponibilizam-se para aceitar o cão de volta caso a família deixe de poder cuidar dele por alguma razão. Também há algumas doenças hereditárias pelas quais os criadores devem ser responsabilizados no caso de o cão vir a padecer delas.
Enfim, há uma série de cuidados que devem ser acautelados e contratados por escrito quando se efectua o negócio.
Em relação ao casal que queria comprar o Labrador bebé, leiam o que aconteceu.

Depois de falar com o Dr. Paulo


Combinámos que o Talibocas continuaria a tomar o antibiótico e esperaríamos mais umas semanas a ver se melhora. Entretanto, vou colocar-lhe duas vezes por dia pachos de água quente para ajudar desinchar. Espero que resulte.
Quanto à Spring, vai começar a tomar antibiótico para tentar resolver o problema das feridas nas patas que poderá ser de origem alérgica.

Daisy

Agradeço a preocupação e o cuidado com os meninos.
Infelizmente, não se registam melhoras. Ainda pensei que o inchaço do Talibocas pudesse estar a diminuir e eu não reparasse por estar sempre com ele, mas comparei com as fotos que lhe tirei quando veio do veterinário e verifiquei que está na mesma...
Combinei com o veterinário falar com ele amanhã. Vamos ver a opinião dele, mas eu gostaria de evitar uma nova operação...
As patitas da Spring também não apresentam melhoras significativas. Às vezes, melhora um pouco; depois ela lambe até voltar a ficar em carne viva! Já desisti e fazer pensos que ela tira em meia hora, o que faço é barrar com a pomada de noite para tentar que ela durma em vez de lamber... Não está a ser nada eficaz. Amanhã também vou falar com o Dr. Paulo sobre isso.
O Zorba está bem. A "caspa" que ele tem no lombo está a melhorar com o tratamento.
O que ele gosta mais é de mimos e companhia. A semana passada teve a companhia da Eva Marley que brincou com ele até não poder mais. Continua no pátio das traseiras com o resto da matilha e tento passar o máximo de tempo com eles.
O Manuel continua igual a ele próprio. Está óptimo.
O Google e a Girassol estão mais tempo dentro de casa, na sala ou no meu quarto, ou ficam no pátio da frente porque não se dão bem com o Zorba. Estão completamente podres de mimo, o que só lhes faz bem.
Amanhã, depois de falar com o veterinário, dou mais notícias.

O Senhor R.

O Senhor R. começou por fazer algumas horas diárias de voluntariado num abrigo de uma associação no centro do país. Limpava, alimentava os cães, brincava com eles e dava-lhes muito mimo…
As horas passaram a dias e, tanto durante a semana como ao fim de semana, fizesse sol ou chovesse, lá estava o Senhor R. a tratar dos animais. Dizia-se que cozinhava qualquer coisa e comia por lá.
Recentemente, uma voluntária, ao reparar num contentor no espaço do abrigo, perguntou ao Senhor R. quem tinha sido o bem feitor que o oferecera para os animais.
O Senhor R. explicou que não era para os cães, era para ele. É que a sua bicicleta estava estragada e não tinha outro meio para se deslocar para o abrigo. Assim, pedira a um amigo que lhe oferecesse o contentor e mudara-se para lá.
E foi assim que o abrigo da associação de A. ganhou um novo hóspede que, ao contrário do usual, não é canino mas humano!

Breves


Notícias do Talibocas: O nosso menino continua a parecer que tem uma bola de tenis na boca! Não há alterações. A parte boa é que anda feliz e contente da vida pelo que, suponho, não tem dores.

Notícias da Eva: Está mais calma. Passa mais tempo sem chorar. Quando me vê, faz-me uma festa como se não me visse há décadas. Quando a deixo, fica a chorar...

Aproveitando o Sol


"Sempre que um cão sai das minhas mãos para uma nova família, desejo que o tratem tão bem, ou ainda melhor, que eu. Desejo que compreendam que o cão não entra na suas vidas para os fazer felizes, mas, inversamente, a ideia é eles fazerem feliz o cão."