31 de Outubro, sábado

O Google está muito melhor. Hoje à noite, além de comer uma pratada de canja com frango, ainda foi disputar a gamela de ração com canja que dei aos outros. Já se levanta a pedir para ir à rua e não voltou a vomitar. Nem lhe dei o Rimadil, porque achei que não precisava.
Ele não tem dores na pata. Deixou-me mudar o penso sem refilar. Fiquei orgulhosa com o novo penso que está bastante catita. Assim fosse também com os pensos da Spring que não duram mais que umas horas…
O novo hóspede chama-se Zorba e é um cão muito tranquilo. Ainda não comeu, mas é normal isso acontecer enquanto não se habituam ao novo espaço. Não faz as necessidades no pátio pelo que tenho de o levar à rua com trela. Porta-se muito bem.

Google enfermo

O Google tem muita sorte em ter tantos amigos, que lhe querem bem, que se preocupam com ele. Fico muito sensibilizada. Obrigada.
Ainda está em baixo de forma, mas já vai comendo frango e bebendo a água da canja. Vai começar a tomar Rimadil porque anda meio enjoado e pode ter dores.
Não me parece que ele tenha dores na pata, mas que anda enjoado anda. Fica com a boca cheia de saliva e faz os movimentos como se fosse vomitar. Felizmente, não voltou a vomitar desde anteontem.
Sinto-me cansada o que é natural porque passei a noite preocupada com ele, a levantar-me, a limpar os charcos…
Fui ainda abençoada com um xixi na minha cama, que é para não me queixar.
Ainda tenho de fazer os pensos da Spring e o do Google, além de me preparar para receber um novo hóspede e só me apetece deitar-me e dormir…

30 de Outubro, sexta-feira

O dia não está a ser bom. O tempo está abafado, a anunciar trovoada. Dói-me a cabeça e não tenho vontade de fazer nada.
O Google não está a reagir bem; não come nem bebe. Só se levanta para ir lá fora fazer as necessidades e, mesmo assim, quase nada.
Está furioso comigo porque insisto em enfiar-lhe água na boca com uma seringa. Ele tem de beber.
Estou a improvisar uma canja para apelar à gulodice dele, acho que é a única maneira de o fazer ingerir líquidos.
Estou preocupada.

Potencialmente Perigosos

A lei mudou. Ainda não é a desejável, mas está a melhorar…

O Google voltou

Chegou há pouco, com um penso na pata e ar abatido.
Abri-lhe a porta de casa porque sei que o que ele mais gosta é de estar deitado no sofá vermelho. Nem se mexe!
A fístula foi aberta mas não se encontrou nenhum corpo estranho. Agora vai cicatrizar lentamente. Mudo o penso dia sim, dia não até à sexta-feira da próxima semana, altura em que a ferida fica ao ar. Vai tomar antibiótico durante duas semanas.
Vamos ver como é que corre…

Hoje recebi uma notícia que me deixou muito contente: o Manuel vai participar no seminário de treino de cães a convite de uma das participantes.
Ela não pode levar o seu cão devido a problemas de agressividade. Assim, ela leva o Manuel que vai adorar estar com tantas pessoas e tantos cães!

28 de Outubro, quarta-feiraO


O meu tão amado Google vai passar a noite na Clínica Veterinária de Santo Antão. Amanhã o Dr. Paulo vai anestesiá-lo e abrir o abcesso que ele tem na pata à procura de seja o que for que lá entrou. Pode ter sido um espinho ou uma pargana… É daqueles azares que acontecem. O aborrecido é implicar mais uma anestesia geral, mas não há alternativa.
Aproveitei para pedir ao Dr. Paulo para dar uma vista de olhos na Spring. Fez um orçamento muito simpático para esterilizar a menina. Veremos o que se pode fazer. Para já está com o cio, pelo que é preciso aguardar. Felizmente todos os machos da casa estão castrados. Imagino a rebaldaria que seria se não estivessem!
Hoje também consegui um orçamento (não tão simpático) para o projecto das obras que se tem vindo a arrastar. Pela minha ideia inicial as obras já estariam acabadas há uma semana, e ainda nem começaram…
Mas já está tudo preparado; material encomendado, os contactos feitos… Se, desta vez, ninguém falhar, dia 15 de Novembro já estarão terminadas e posso começar a plantar… Oxalá!

Manuel


O Manuel é dos cães mais simpáticos que conheço. Recebe cada visitante com uma efusão de alegria e festas, como se fosse o seu melhor amigo. Além disso, preocupa-se em presentear as pessoas que chegam (eu incluída) trazendo na boca uma bola, uma pedra, enfim, qualquer coisa que ele possa agarrar. Com ele a expressão “chegar de mãos a abanar” não se aplica. A abanar só a cauda, que abanaria se a tivesse. Como não tem, abana todo o corpo e salta e geme como se tivesse urgência em dar as boas vindas aos visitantes e receber atenção.

26 de Outubro, segunda-feira

Tenho tido pouco tempo para escrever, e a inspiração não tem ajudado. Hoje dei um grande passeio com o Talibocas, fomos à farmácia comprar desparasitantes. Como não tinham em stock, voltaremos na quarta-feira. Fomos e viemos em tempo recorde com o Talibocas sempre a puxar a trela como se não houvesse amanhã. Tentou perseguir todos os gatos que se cruzaram no nosso caminho, mas não teve sorte!
Aproveitei para comprar gases e adesivo hospitalar, daquele super grosso, para tentar fazer um penso na ferida da pata da Spring, que teima em não melhorar.
O Google também tem uma ferida na pata. Cortou-se no mato e eu desinfectei a ferida, mas não foi suficiente. Está a piorar, a inchar como se fosse um abcesso com um grande buraco. Já combinei com o Dr. Paulo amanhã vir vê-lo.

Brincadeiras

video

Brincadeira. Divertimento. É o que eu vejo neste vídeo.
Algumas pessoas poderão ver uma forma pouco natural de um cão se comportar. Algumas pessoas podem ser contra o ensino de habilidades, acham ridículo, que está bem para os cães de circo que só fazem palhaçadas…
Penso que o ensino desta “habilidade” fomentou a relação entre o cão e o dono e lhes permite passar uns bons momentos de brincadeira e diversão. E, no fundo, é isso que todos os cães e donos dos cães querem: passar bons momentos juntos
.

“TUDO O QUE SEMPRE QUIS SABER ACERCA DA EDUCAÇÃO E TREINO DO SEU CÃO”

PROGRAMA DO SEMINÁRIO



DIA 21 – SÁBADO – TEORIA
Das10.00h às 18.30 h
Intervalo para almoço das 13.00 às 14.30

Educar e Treinar o que é?
o Educação vs treino

Como educar o meu cão?
o Ensinar não castigar
o Como evitar desenvolvimento de problemas? – Socialização, Inibição de mordida, estimulação mental e física
o Como “pensam” os cães?

Como treinar o meu cão?
o Clicker o que é, como funciona?
o Importância dos reforços, timming e reforço intermitente
o Tipos de coleiras (estranguladoras, haltis, peitorais, etc.)
o Consequências e dificuldades no uso de métodos aversivos

Comportamentos caninos – dicas e soluções
o Cão salta para cima de todos
o Cão que ladra muito
o Cão que cava no quintal
o Cão que puxa na trela
o Cão que destrói em casa
o Cão que urina fora do local apropriado

Problemas comportamentais caninos
o O que são problemas comportamentais caninos?
o Ansiedade por separação
o Comportamentos Compulsivos Obsessivos Caninos
o Agressividade (pessoas, outros cães, crianças, possessiva, etc.)


DIA 22 – DOMINGO – PRÁTICA
Das10.00h às 17.30h
Intervalo para almoço das 13.00 às 14.30


Ensino de comportamentos básicos
o Senta
o Deita

Chamamentos
o Ensinar o cão a vir à chamada

Andar à trela
o Ensinar o cão a andar à trela sem puxar

Recusa de comida
o Ensinar o cão a recusar comida

Como ensinar o Fica
o Duração
o Distracção
o Distância

Truques
o Dar a pata
o Rebolar
o Andar por entre as pernas (Weave)
o Andar para trás
o Spins (dar voltas de 180º)
o Capturar comportamentos típicos de cada cão (um truque diferente para cada cão individual)

Interacção e brincadeira com o seu cão
o Como ensinar o retrieve
o Como jogar o tug-of-war

Tempo aberto a questões e problemas específicos

A barriga do Guerreiro

(ainda não tenho fotos actualizadas, mas prometo para breve)
Já tinha notado algumas diferenças. Não foi nenhuma mudança radical, mas o Talibocas anda mais brincalhão, corre atrás da bola, brinca à apanhada com o Manuel…
Hoje, quando estávamos a sair para o nosso passeio, o Talibocas corria e saltava feito um louco à minha frente e eu reparei: está a ficar gordo! Está mesmo!
O veterinário tinha avisado que poderia acontecer depois da operação. Não há problema, nada que não se resolva com uma dietazinha. Já está prometida. Assim que acabarem as obras o Guerreiro começa a dieta!

dovska'pets


Direitos dos Animais

Um artigo muito interessante.

Se me virem descalça…


…não se admirem! É que a bela Spring já roeu um par de botas, uns chinelos e umas sandálias!
Felizmente as preferências da nossa menina não se limitam a calçado. Também já deitou o dente a uma roseira, duas espreguiçadeiras, um recipiente para água e outro para comida…

17 de Outubro, sábado à tarde


Sintra - Canil Municipal

"Até ao final de 2010 o Gabinete Médico Veterinário Municipal de Sintra irá dispor de novas instalações com canil e gatil, onde a autarquia vai investir um milhão, quinhentos e trinta mil euros. As novas instalações vão nascer ao lado do velho canil, no local onde funcionou o matadouro de Sintra. O equipamento vai ter sala de cirurgia, área de adopção para até 200 animais, local para animais de grande porte e 54 'celas' de quarentena. "Desconheço outro igual, embora haja bons exemplos de menor dimensão", revela Alexandra Pereira."Esta equipa criou um novo nível de exigência em relação ao bem-estar animal e hoje temos um Gabinete Médico-Veterinário muito diferente do que encontrámos depois de 30 anos em que não se fez nada em Sintra", considera o vereador."
Diário de Notícias.

Boa Noite


Canil Intermunicipal de Torres Novas

Gostaria que todos os canis/gatis municipais fossem assim!

Qualidade versus Quantidade


As muitas pessoas e associações que por este Portugal afora tentam ajudar animais domésticos em risco têm a necessidade de fazer uma opção importantíssima: resgatar o máximo número de animais possível ou oferecer a máxima qualidade de vida aos animais que resgatam.
O ideal seria ambas, mas não é possível porque os recursos (de tempo, dinheiro e espaço) são limitados.
Conheço associações onde cabe sempre mais um cão ou gato, que nunca recusam um pedido, que não viram as costas a nenhuma situação. São associações que optam pela quantidade, mesmo que não o façam conscientemente.
São associações que têm abrigos sobrelotados, onde os animais têm pouco espaço, pouca atenção e reduzidos cuidados médicos. É que o espaço é pouco para tantos animais; os voluntários têm de distribuir o seu tempo entre limpezas e carinhos; o dinheiro não chega para vacinar ou desparasitar todos…
O mais grave, quanto a mim, é, por se encontrarem sempre numa situação aflitiva, às vezes têm de resolver casos “em cima do joelho” e fazem adopções deficientemente acompanhadas e, mais grave ainda, sem esterilizarem as fêmeas.
Ora, dar para adopção uma fêmea não esterilizada é multiplicar os problemas; mais tarde ou mais cedo essa fêmea dará origem a dezenas de outros animais indesejados.
Outras associações fazem questão na qualidade. Recolhem um número limitado de animais, apenas aqueles a quem podem assegurar alimentação, cuidados médicos, acompanhamento diário para passeios, escovagem, etc., seguimentos cuidadoso das adopções… A regra é: só entra um animal quando outro sai.
Estas associações podem ser mal vistas por recusarem sistematicamente ajuda aos apelos que lhes fazem visto manterem-se inabalavelmente fiéis aos seus princípios de qualidade.
Talvez a grande maioria das associações se situe num ponto intermédio de qualidade versus quantidade. Mas, independentemente do posicionamento de cada associação, acredito que um factor é essencial: a esterilização das fêmeas! É que, ao darem para adopção uma fêmea não esterilizada, as associações estão a contribuir activamente para aumentar o problema que se esforçam por combater: o flagelo dos cães e gatos de rua!

Patas Errantes - Bazar


Carta de uma rapariga sobre a sua cadela

Amigos,
Esta semana tive de ir tratar de burocracias à minha Junta de Freguesia. Eu já detesto tratar de assuntos que envolvam papéis e procedimentos administrativos, demora sempre tudo muito tempo, os formulários a preencher são escritos em línguas estranhas que um comum mortal não pode entender e para obter um documento é sempre preciso outro que por sua vez depende de conseguirmos um terceiro que só nos dão quando tivermos o primeiro de todos. Enfim... Além disso, estas repartições, pelo menos em Modena, encontram-se sempre em bairros periféricos, que não são ordenados como o centro, até há vastos descampados ainda por urbanizar, o trânsito é rápido e as ruas largas e impessoais, dando tudo uma sensação geral de desconforto.

Eu e a Lee Cachorrinha só tínhamos ido à Junta de Freguesia uma vez, e tinha sido uma caminhada das difíceis. Até um certo ponto conhecíamos o caminho - íamos até ali para consultar o veterinário da minha cachorra. Daí em diante só contávamos com algumas indicações de amigos e com a possibilidade de pedir informações na rua aos transeuntes.

Nestas minhas caminhadas assim para o desconhecido, eu tenho tido a oportunidade de verificar que as pessoas têm muitíssima dificuldade em descrever por palavras um percurso. Elas gostam de apontar. E quando têm que falar, para explicar direcções para além de onde conseguem apontar, não têm a menor sensibilidade para perceber que o prédio amarelo dificilmente será um ponto de referência para um cego. Algumas pessoas que têm consciência disso, ficam tão em pânico por se verem sem uma linguagem comum para comunicar com o cego, que normalmente a minha opção é agradecer-lhes e dizer que pergunto a outra pessoa, porque vejo que entram em crise: "Oh meu Deus, como é que eu agora lhe vou explicar isso?!" Também há o género de pessoa que tem muito boa vontade em ajudar, mas tem outras dificuldades: a primeira delas é a de distinguir a esquerda da direita. Portanto, não tenhamos ilusões de encontrar alguém que conseguirá pensar que é melhor dizer vire na terceira rua à esquerda, em vez de dizer vire no primeiro semáforo à esquerda, porque para nós pode não ser claro se uma rua tem semáforos ou não, sobretudo quando o bairro é tranquilo e há pouco trânsito. Também ninguém conta com a possibilidade de uma entrada para um pátio, uma bomba de gasolina ou um parque de estacionamento poder ser confundida por nós com uma rua transversal.

Tudo isto torna a chegada a um destino desconhecido uma coisa muito difícil, e para o cão muito cansativa, porque se leva tempo e porque se fazem coisas estúpidas, como voltar para trás várias vezes, por nos termos enganado ou recebido informações correctas e detalhadas. Para o cão é ainda um trabalho difícil porque ele sabe que nós não estamos seguros, ele também não sabe e, na dúvida, sabe que não pode recorrer a nós.

Então, em meados de Agosto, eu e a Lee Cachorrinha empreendemos esta aventura toda para conseguirmos chegar às proximidades da Junta de Freguesia. Mas localizar a porta certa é outra missão. Sobretudo quando ela se encontra no interior de uma galeria que passa por baixo dos prédios, a qual por sua vez desemboca num pórtico que fica transversal à rua, isto é, numa posição em que ninguém se lembraria de procurar uma entrada, que normalmente é uma coisa que encontramos nas frentes dos prédios. Dessa vez conseguimos chegar com a ajuda de uns velhotes que me indicaram a direcção, dizendo que eu já tinha passado e precisava de voltar para trás, e que depois me gritaram que parasse quando eu ia a passar em frente da porta...

Pronto, depois disto tudo, vou saltar a parte de encontrar a repartição que queremos no meio de um prédio de repartições públicas... Dessa vez foi a parte mais fácil, visto que apanhámos uma senhora à entrada que nos acompanhou ao elevador, que estava marcado em Braille, e nos disse que era sair do elevador no segundo andar e virar à esquerda, que havia uma porta. Com estas indicações tão precisas, não foi complicado chegarmos, finalmente, à nossa meta.

Se consegui explicar isto tudo bastante bem, vocês a esta altura devem já estar solidariamente cansados, esgotados mesmo desta difícil caminhada sob o calor. E portanto podem compreender que não foi exactamente com entusiasmo que eu saí de casa anteontem, sabendo que tinha esta missão para realizar. Outra vez.

Primeiro fomos ao jardim, para a Lee Cachorrinha fazer todas as suas besonhas e estar confortável para a caminhada. Depois partimos, e ela pensava que íamos voltar simplesmente para casa, porque me falou nisso em cada ponto de travessia da rua na direcção da nossa. Mas eu explicava-lhe que continuávamos em frente e, depois de deixarmos a nossa rua para trás, ela resignou-se que afinal hoje o programa era outro e partiu a toda a velocidade.

Tínhamos que virar à direita numa transversal da rua em que estávamos. Eu não tinha a certeza de reconhecê-la, porque normalmente faço este percurso pelo passeio do outro lado, e é desse lado que tenho os meus pontos de referência. Mas não estava nada preocupada, sabia que a Lee Cachorrinha ia dizer para virarmos no sítio certo, até porque muito raramente vamos em frente para além daquele ponto, e ela, entre um caminho conhecido e um desconhecido, naturalmente propõe o conhecido. Assim foi, e lá continuámos a toda a velocidade, a conversar e a rir.

Até ao veterinário só houve dois momentos que não tiveram muita graça, os dois habituais. Um é a travessia de estrada de toda a Modena que eu conheço que eu menos gosto. Trata-se do Viale Itália, uma avenida muito larga - são pelo menos cinco faixas de rodagem - e onde o trânsito é intimidador, porque como é uma das saídas da cidade, já toda a gente vai a grande velocidade. E sendo já uma zona periférica, claro, não é fácil encontrar pessoas a pé a quem pedir ajuda. Como não vou para aqueles lados as vezes suficientes para saber de cor o movimento do cruzamento, normalmente o que faço é esperar alguns verdes e vermelhos, para aprender bem em que momento é que cada fila de carros se move, e em que direcção, Depois de ter a certeza que sei bem a sequência, então atravesso. Sempre faço a Lee Cachorrinha correr, porque apesar de ter a maior certeza possível do que estou a fazer, aquela travessia causa-me sempre insegurança, e ver-me livre dela é um alívio. Para a Lee Cachorrinha é um jogo: ela esforça-se por se despachar o mais possível, porque já sabe que do outro lado vai haver uma festa. Até já faz os últimos metros da travessia com a cauda a chicotear-me o joelho esquerdo, e uma vez no passeio, é só eu fazer um gesto ou dizer uma palavra que lhe dê o pretexto, e ela já se virou de frente para mim, para ganhar as festinhas que sabe que são o prémio deste jogo.

O segundo momento sem graça do percurso até ao veterinário foi a passagem junto à vedação de um jardim, dentro do qual há um canzarrão que sempre nos segue, do lado de dentro da cerca, e nos ladra muito muito muito. Aqui o passeio é muito estreito, e assim eu tive oportunidade de observar o quanto os cães se entendem e respeitam os territórios dos outros. A Lee Cachorrinha, das primeiras vezes que por ali passámos, queria absolutamente descer do passeio, para passar longe da cerca do cão. Foi preciso paciência, persistência e algumas viagens para a convencer de que não se podia descer para a estrada naquele ponto. Hoje ela sabe isso muito bem e é muito cumpridora, mas acelera sempre o passo e faz-me andar mesmo na beirinha do passeio, o mais longe possível do cão e do seu território. E eu deixo-a fazer assim, porque acho que já é tanto ela desobedecer a uma regra tão importante da sua sociedade para me contentar a mim.

Ao chegarmos perto do veterinário, obviamente ela começou a abrandar para me perguntar se era ali que íamos. Eu disse-lhe que hoje não, que desta vez continuávamos em frente, e ela abanou a cauda daquela maneira que eu já sei, tum tum, dois golpes no meu joelho, que querem dizer: "Ah! Isso? Então está bem! Apertem os cintos!". E que melhor explicado, quer dizer que ela pensou que, se viemos nesta direcção e o nosso destino não era aqui, então só pode ser o outro destino conhecido nesta direcção, e portanto sendo assim isso é tudo muito fácil e vamos embora a toda a velocidade. Conhecendo a minha cadela há quase quatro anos, e tendo tido esse tempo todo para viver aventuras com ela, eu tinha expectativas que ela se lembrasse de alguma coisa do percurso, apesar de só o termos feito uma vez, há quase dois meses. Mas nós fizemo-lo de maneira tão confusa, com avanços e recuos, que me parecia mais do que legítimo que ela se confundisse. Assim, contava que em alguns momentos ela me ajudasse, mas pensava ter que ser eu a ajudá-la em outros.

Porém, quando ela abanou a caudinha daquela maneira tão minha conhecida, eu soube que estava tudo sob controlo. Porque se ela não tivesse a certeza absoluta do que tinha a fazer, não teria tanta determinação. Teria dúvidas, ficaria na expectativa de indicações minhas, poderia mesmo ficar um bocadinho ansiosa. E nesse caso teria abanado a cauda de outra maneira, num gesto mais mole, sem convicção e meio nervoso.

Portanto, a partir do momento em que ela abanou a cauda assim, eu relaxei. Afinal não havia problema nenhum. E assim, com um abanar de cauda, a minha cadela removeu todas as minhas preocupações e ansiedades. E os quinze minutos seguintes de rápida caminhada foram exclusivamente o prazer de caminhar ao Sol com a Lee Cachorrinha e de me entregar descontraidamente a pensamentos ligeiros enquanto ela escolhia esquinas onde virar, lugares onde atravessar, enquanto geria a velocidade em função do estado do piso e do espaço no passeio à disposição de nós duas. Ela estava contente, que é, claro, quando ela trabalha melhor. Ela tem uns critérios lá muito dela, mas com os quais eu não posso deixar de concordar, sobre o que são trabalhos difíceis realizados com maestria e merecedores de biscoito no fim. Eu estava convencida que ela estava assim contente porque acreditava que este ia ser um dos tais desempenhos que mereciam mesmo prémio!

Só precisou de um "sim" da minha parte quando chegou à altura da rua da Junta de Freguesia em que era preciso virar para começar a percorrer o pórtico transversal. Eu senti-a suspender o passo um instante, nem chega bem a ser parar, meio diagonal para a direita, a perguntar se era caso de virarmos ali. Eu não fazia ideia se era ali que devíamos virar, mas pensei que ela não ia abandonar o ritmo em que vinha até aí para me perguntar se eu queria virar para um sítio onde nunca tínhamos ido. Por isso disse-lhe "sim" e ela retomou o ritmo anterior, encontrou o pórtico, percorreu-o, abrandou junto à esplanada do café, eu disse que não, continuou em frente, achou a entrada da galeria, enfiou-se por ali dentro e parou, a abanar muito a caudinha, já virada de frente para mim, à entrada do prédio da nossa Junta de Freguesia. Quando eu me baixei para lhe dar um beijo ela deu-me a pata, que quer dizer dá-me mas é o biscoito, que eu já estava desconfiada que merecia, mas agora que te vejo assim tão contente comigo tenho mesmo a certeza!

E, claro, a história do regresso a casa não tem nada que contar, porque como a Lee Cachorrinha sabia tudo, não houve nada que fosse digno de nota durante todo o percurso.

Quando me perguntam em que é que um cão-guia é melhor do que uma bengala, eu gosto de ter histórias assim para contar.

Abraços e beijinhos,


Cátia e Lee

Manuel e o cão do vizinho


O Manuel, quando vê um cão, não resiste a correr para ele e tentar socializar. Um dos meus vizinhos tem um cão grande, penso que Serra da Estrela, preso a uma corrente e costuma ter o portão do quintal aberto. Ora a casa do vizinho fica no nosso caminho para o campo e o Manuel entra por ali a dentro. Se entro para o ir buscar, todos os outros cães vêm atrás de mim. Se o chamo, ele não me ouve porque ele e o outro cão ladram furiosamente um ao outro. O vizinho é muito simpático, mas já me avisou que o receio dele é que a corrente se parta e o cão grande agrida o Manuel. Assim, optei por levar o Manuel à trela essa parte do caminho e só o solto quando estamos no campo.
Se qualquer dos outros cães se dirige para a casa do vizinho, basta chamar que obedecem imediatamente.

Leilão Felinus


Obrigada, Cláudia.

Há alguns artigos maravilhosos neste blogue. Sou leitora assídua e quero partilhar convosco. Tenho aprendido muito e aproveito para agradecer à Cláudia Estanislau a genorosidade com que ela partilha os seus conhecimentos sobre comportamento canino.

Finalmente: as fotos!

Nota-se a patita magoada...


Já não se notam as costelas! :)





Portugal - Brasil


Não, não vou escrever sobre futebol! Acontece que tenho contactado com algumas pessoas do Brasil no âmbito da protecção animal e verifico que a ideia que essas pessoas têm da realidade portuguesa é bem diferente do que acontece.
Elas pensam que Portugal é um país civilizado, em que há leis de protecção animal e que essas leis são respeitadas, assim como acontece nalguns países da Europa como Inglaterra, Alemanha, Holanda…
Como se enganam! Eu lá vou tentando explicar que aqui as coisas são diferentes, que é miséria atrás de miséria, que é tão mau que até dói.
Agradeço as vossas opiniões e comentários para tentar mostrar a quem não vive cá, a realidade dos animais em Portugal.
Sobre a realidade brasileira, tenho muito gosto em partilhar um texto que recebi sobre a primeira lei de protecção animal no Brasil.
“No Brasil em 1930 um ditador chamado Gertúlio Vargas , havia tomado o poder devido a corrupção do governo da época, era sulista e tinha um amor especial pela vida no campo e respeito pelos animais. Um dia sua esposa Dona Darcy Vargas chegou arrasada em casa , preocupado o marido perguntou o que havia sucedido, ela relatou que vira um homem espancando um cavalinho magro até o pobrezinho cair , ele só perguntou aonde?
Enviou o Chefe do Estado-maior sulista como ele até lá prender o cara e dar assistência ao animal. Era hora do almoço e nunca se correu tanto para acudir um bicho como naquele dia.
Professores do Curso de veterinária foram chamados , o cavalinho foi internado e o homem foi para a delegacia sem saber direito porque, pois era o dono do cavalo e tinha direitos.
Colocaram o cara numa cela isolada. O delegado disse que como poderia manter o homem preso sem acusação formal? Vargas respondeu: " Deixa lá que a Lei eu providencio".
Assim um mês depois de ser preso o homem foi acusado de actos de crueldade com base no Decreto -Lei 24.645 de 1934. O cavalinho sarou e foi entregue para gente de confiança do ditador. E o homem ficou na cadeia por mais 12 anos porque a Justiça no Brasil é meio lenta.
no artigo Primeiro desse decreto está escrito:
Art.1 - Todo os animais dentro do território nacional são tutelados do Estado e este em seu nome deve prover protecção contra maus-tratos.”

A melhor profissão do mundo




Tenho trabalhado nas apresentações da Spring aos outros residentes da Casa. Supervisiono quando estão juntos e distribuo muitos mimos e biscoitos para que seja uma experiência agradável e associem a presença uns dos outros a coisas agradáveis. Tem corrido muito bem.
Hoje, o meu trabalho foi supervisionar a Spring, o Manuel e o Google juntos durante um período de tempo mais prolongado.
Deitei-me na espreguiçadeira e observei. A Spring deitou-se ao meu lado, com a cabeça encostada no meu peito. O Manuel deitou-se aos pés e o Google esteve mais tempo deitado no chão, mas vinha pedir-me festas de vez em quando.
Cheiraram-se uns aos outros, o Manuel rosnou à Spring e a mim, que queria mais espaço só para ele na espreguiçadeira, ralhei com o Manuel, a Spring lambeu-lhe o focinho… Estivemos bem.
Mais tarde, recolhidos o Manuel e o Google, juntei a Spring com o Talibocas. Cheiraram-se, o Talibocas rosnou, mas ele rosna sempre, achei que correu bem.
Agora só falta apresentar a Girassol, que é a matriarca da casa mas, como a Spring não demonstra ser agressiva, acredito que corra tudo bem.
Estar com os cães, fazer-lhes festas e companhia, alimentá-los, limpar as sujidades, manter as coisas fora do alcance de serem roídas… é o meu trabalho. Sinceramente não poderia imaginar nada que me desse mais prazer. Tenho a melhor profissão do mundo!

Breves


A conta da operação do Talibocas está quase paga, só faltam 42 euros. Muito obrigada a todos que ajudaram.
A ferida que o Talibocas tinha nas costas fechou definitivamente e não voltou a abrir mais nenhuma ferida. Confirma-se que as feridas se deviam às alterações hormonais provocadas pelo tumor no testículo. Agora é deixar crescer o pelo e vai ficar um galã de cinema!
A Spring acabou hoje de comer um saco de 15 quilos de ração que tinha aberto quando ela chegou. Já não se notam tanto as costelas e tenho mesmo que lhe tirar fotos!
A crosta que a Spring tinha na almofadinha da pata que estava desfeita caiu e sangrou um bocado. Acho que lhe dói mais mas continua a cicatrizar bem.
O Google e a Girassol estão a perder imenso pelo. Por mais que limpe, parece que tenho alcatifa no chão.
Hoje fui passear com o Google e a Spring para tentar ensiná-la a andar de trela. A tonta não percebeu nada; ora tentava correr atrás do Google, ora se deitava no chão para eu lhe fazer festas na barriga. Assim vai ser muito difícil manter a brancura do pelo…

Para terminar, uma notícia do Jornal de Notícias que dá conta das dificuldades de uma das muitas associações que abrigam animais abandonados.

Obrigatório Ver

Já tinha recomendado a visualização deste vídeo. Insisto: vejam o vídeo!

Sopa dos Pobres para os Bichos

Uma notícia que vale a pena ler.

O dia de amanhã


Um destes dias tive uma conversa muito interessante com um senhor que tinha uma quintinha para alugar. Ele dizia-me que devemos ter sempre a nossa vida planeada, pelo menos, para os próximos cinco anos. Eu respondia-lhe que, se aprendi alguma coisa na vida, é que não vale a pena fazer grandes planos porque a vida dá muitas voltas, porque evoluímos e mudamos, porque o nosso objectivo de hoje pode não ser o mesmo de amanhã.
Apesar do meu desapego, acredito que devemos lutar pelos nossos objectivos, pelas boas causas e que devemos planear o futuro, mesmo tendo em conta que há mais imprevistos na vida que buracos nas estradas.
Esta conversa vem a propósito de um caso de uma senhora com quase oitenta anos que está hospitalizada e cuja cadelita foi parar ao canil municipal.
Ninguém pode prever se a saúde nos trairá e deixaremos de poder cuidar, tanto física como financeiramente, dos nossos companheiros de vida. Mas, a partir de certas idades, essas traições da saúde tornam-se mais prováveis. Por isso, tenho um lema: para pessoas idosas, animais idosos.
Lembro-me do caso do Meiguinho, um cão velhote que esteve em minha casa para adopção. Teria tido um dono que o abandonou. Viveu muitos anos na rua, sendo alimentado por umas senhoras dedicadas. Quando a idade começou a doer e as articulações a pedirem conforto, o Meiguinho começou a pedir às tais senhoras que o levassem com elas. Foi assim que veio parar em minha casa.
Nessa altura, conheci uma rapariga que andava à procura de um cãozinho para a tia do namorado que tinha enviuvado recentemente. Como a idade e a saúde da senhora já não lhe permitiam passear com um cão que puxasse muito a trela, procuravam um cão de porte pequeno.
Achei que o Meiguinho era o ideal. Nem tão pequeno que a senhora tivesse de se baixar para o acariciar, nem um jovem cheio de energias que o arrastassem para correrias doidas. Além disso o Meiguinho é daqueles cães que não precisam de trela. Sabem andar na rua e seguem o dono como uma sombra. Tudo o que ele precisava era de um colo onde encostar a cabeça…
A senhora não poderia encontrar melhor companheiro; já educado, comportamento excelente e, sem dúvida, que se saberia mostrar profundamente grato à sua salvadora.
Mas não! O namorado recusou o Meiguinho, porque a idade não perdoa e as artroses também não, este cão coxeava ligeiramente de uma pata. O rapaz não queria dar à tia um “cão coxo”.
Ambos, o cão e a tia, perderam uma excelente oportunidade de amor. Nem sei qual ficou a perder mais…
O Meiguinho foi acolhido pela União Zoófila e a tia, calculo, que esteja a definhar na solidão da última fase da sua vida.

Fantástica Recuperação


A nossa Spring está outra. A patinha está a cicatrizar muito bem e parece já não lhe doer. Corre e salta como uma doida. Parece uma cachorra bebé com tamanho de gigante!
Assim que me vê, corre para mim, chama-me a atenção com a pata e atira-se para o chão para lhe fazer festas na barriga!
De vez em quando deixo o Manuel ir para ao pé dela, mas sempre com supervisão. Cheiram-se um bocado, mas a Spring não lhe liga muito, só quer que eu lhe faça festas. Se o Manuel se aproxima de mim, ela põe-se à frente dele para receber festas. Não é agressiva, o que me deixa muito feliz.
Também já tem estado com o Google. Reage do mesmo modo: cheira-o e vem ter comigo, deita-se de barriga para cima e pede-me festas.
Tenho mais receio de a juntar com o Talibocas e com a Girassol. Com o Talibocas porque é um bocado provocador, rosna a tudo e a todos, e, embora a maioria dos cães não lhe ligue nenhuma, quando algum liga dá mau resultado. Com a Girassol porque ela é claramente dominante e são ambas fêmeas.
Vou esperar mais algum tempo antes de tentar. Por enquanto vou acompanhando a relação dela com o Google e o Manuel, quando sentir que não há problemas com eles, tento os outros dois.
Hoje veio cá a casa o canalizador e a Spring teve uma reacção muito interessante. Não foi agressiva mas também não foi amistosa. Manteve alguma distância do senhor sem, contudo, o perder de vista. Parecia estar a interrogar-se se seria amigo ou inimigo. Por cautela, mantive-me sempre entre ela e o canalizador, não fosse ela atacar.
A nossa Spring não é de ladrar, mas parece ser um bom cão de guarda!

7 de Outubro, quarta-feira à tarde

Voltei. Passo o dia em limpezas e a distribuir mimos.
À noite tenciono escrever com tempo sobre tantas, tantas coisas...

Notícias


Perdoem a falta de notícias, mas tem sido uma correria louca!
Apesar de ser à pressa não podia deixar de dizer que já temos os resultados do teste "Proteínograma” da nossa Spring e, passo a citar, “Segundo os resultados, os valores da menina não apresentam nada de anómalo pelo que aquela magreza terrível deve-se, segundo o veterinário, à fome por que passou e não a qualquer doença”.
Desde que chegou à Casa do Pinhal, a Spring já comeu quase uma saca de 15 quilos de ração e está a recuperar muito bem. Assim que puder tiro fotos para poderem ver a diferença!
Hoje é o aniversário do Google, faz um ano que ele veio viver comigo, e quero escrever sobre ele, mas terá de ficar para outra oportunidade em que tenha mais tempo…

Dia do Animal

Dia 4 de Outubro é Dia Internacional do Animal.
Neste dia multiplicam-se campanhas de adopção, de recolha de alimentos, de divulgação…
Seria bom se cada um participasse.
Eu estarei em nos jardins de Belém em Lisboa a fazer a minha parte.

As melhoras da Spring


Ontem a nossa bela Spring tomou uma banhoca e está ainda mais linda. Ainda tem o pelo um pouco encardido nas patas traseiras, mas já está muito melhor. O pelo está mais macio e brilhante.
Ontem deu o primeiro passeio à trela. As patitas estão melhores e ela anda com menos dificuldade. Hoje de manhã até a apanhei a brincar com uma bola!
No passeio que demos, foi um passeio curto para não se esforçar muito, percebi que a Spring não sabe andar à trela. Aliás, esta cadela não parece ter sido ensinada a fazer nada, excepto as necessidades que faz sempre no exterior.
Penso que ter um cão deste tamanho não educado pode ser um problema que, eventualmente, leve ao abandono!
Acredito que as pessoas não abandonam os cães devido a problemas mas, sim, devido a falhas de carácter. No entanto, para as pessoas cuja formação não incluí o valor ético da responsabilidade, os problemas que os cães possam causar podem ser um factor decisivo para o abandono.
Acredito que a Spring deve ser ensinada para que possa ter um bom comportamento e para que passear com ela seja um prazer e não um stress. Nesse sentido, ontem iniciei os treinos com um exercício muito simples, que não implica esforço físico, uma vez que ela ainda está debilitada.
O exercício consiste em, colocando a mão em frente dela, ela toque com o focinho na minha mão. Toca e é recompensada com um bocadinho de biscoito.
A experiência teve um resultado positivo e um menos bom. A parte boa foi ter percebido que a Spring adora biscoitos. A menos boa foi que ela não percebeu o exercício, creio que por não estar habituada a que lhe peçam para fazer coisas. Não é grave. É só uma questão de paciência. Hoje vou repetir, várias vezes, até ela perceber.
Assim que entrar na lógica do treino (tu pedes-me para fazer algo, eu faço, eu sou recompensada) será muito mais fácil ensinar-lhe os comandos básicos do senta, deita, fica. Acredito que a nossa convivência com os cães é muito facilitada quando eles são ensinados a fazer o que o que lhes pedimos. A eles não lhes custa nada e, para nós é um sossego!
"Sempre que um cão sai das minhas mãos para uma nova família, desejo que o tratem tão bem, ou ainda melhor, que eu. Desejo que compreendam que o cão não entra na suas vidas para os fazer felizes, mas, inversamente, a ideia é eles fazerem feliz o cão."