Halti

A Eva usa um Halti para refrear o impulso de puxar a trela. Dá resultado.
Em especial para a D. Lina do Zorba, encontrei este site que informa sobre vários produtos para cães (halti incluído). Achei-o muito interessante.

Boa Noite


Talibocas

O nosso Talibocas está de regresso. Está muito inchado, mas continua bem disposto, parece não ter dores apesaro do ar sofrido...
Bem-vindo, meu menino.

Um dia de cão

A Eva, uma cachorra de dez meses com ares de Leão da Rodésia, chegou à Casa do Pinhal ontem de manhã.
Estava muito excitada com tantos cheiros novos e ansiosa porque é a primeira vez que está separada da dona. Achei que estava a ser muito complicado para ela, mas acabou por acalmar e passou a noite melhor do que eu esperava.
Hoje, acordei com os ganidos da Eva. Estava a chorar, muito ansiosa…
Liguei ao veterinário para saber se poderia fazer alguma coisa para acalmar a Eva. Ele explicou-me que é normal os cães ficarem assim excitados quando sentem o cheiro de mais cães desconhecidos. Fiquei a pensar que este problema deve acontecer em todos os hotéis caninos; a diferença é que, no meio de tantos cães, ninguém os ouve chorar.
A Eva só descansa quando estou ao pé dela. Passei o dia na “sala dos cães” com ela e com o Zorba, tirando alguns intervalos para almoçar e ir à casa de banho. Durante a tarde ainda dormiu umas duas ou três horas o que me permitiu dar um bocado de assistência aos outros cães.
Agora deixei-a sozinha com esperança que chore tudo e se acalme para a noite. Eu também preciso de descansar…
Os outros cães ficaram em casa todo o dia. A chuva não convida a passeios e, quando não chove, é o vento que nos empurra para dentro de portas.
O Talibocas deve chegar amanhã. Ainda está a ser vigiado porque há o perigo de uma hemorragia. Quando chegar vai precisar de cuidados e vigilância. O Dr. Paulo diz que ele está bem-disposto e que come bem. É um resistente! Tenho a certeza que vai ultrapassar mais esta crise.

Gentle Leader

Esta parece ser uma coleira muito interessante poir permite um maior controlo do cão sem se tornar incómoda para ele. Gostava de saber de lojas de animais onde a vendam...

Notícias

O nosso Talibocas foi operado ontem a um “alto” que lhe apareceu na bochecha. Volta amanhã para os nossos braços. A operação foi feita na Clínica Veterinária de Santo Antão da Ericeira e custou 120 euros. Aceitam-se e agradecem-se quaisquer contribuições.
O Zorba já está junto com a Spring. É melhor para ele porque assim passa a ter acesso ao pátio de trás e à “sala dos cães”. Com o tempo chuvoso que se avizinha, tem mais espaço coberto e mais companhia.
As obras avançam a passo de caracol. Hoje vieram entregar as placas de rede, agora aguardo que venham montar a rede e as portas. Um passo de cada vez a tentar não me enervar muito com as demoras…
Medalhas de Identificação para Animais

Para onde vão os cães que não ficam em nossas casas

Porque é que defendo tão veementemente a esterilização? Este vídeo responde.

Cães Cupido


Gosto de todos os cães. Que razões teria para não gostar? Nunca conheci um cão que fosse sacana, maldoso, mau carácter… Portanto, gosto de cães. Gosto e está muito bem assim.
O problema são os cães cupido, aqueles que não se limitam a entrar na minha vida, entram-me pelo peito adentro e arrebatam-me o coração.
Não são todos os cães. Ah, pois não!
De alguns aprende-se a gostar, como o Manuel, um eterno “enfant terrible”, que, depois de viver com ele quatro meses, já não me consegui separar.
Outros fazem-nos pensar: que será de ti se não te deitar a mão? Como o Google que amo com verdadeira paixão.
Outros ainda cativam-nos com o seu olhar. Como a Girassol, que me perdi nos seus olhos e já não poderia ser feliz se não lhe desse a conhecer um lado mais suave da vida, se não a fizesse perder o medo, apreciar uma carícia, experimentar o conforto de uma cama quentinha…
A Spring? Ai a Spring! Feriu-me de amor e sangro só de pensar em separar-me dela. Que os deuses me protejam e me ajudem a encontrar o caminho…

O Seminário


Correu muito bem. Gostei muito e penso que os outros participantes também gostaram. Tivemos sorte com o tempo e pudemos fazer a parte prática no jardim.
A formação foi um bocado intensa, mas, devido à limitação do tempo, tinha que ser.
A parte teórica foi muito importante para mim, porque me deu bases para a compreensão dos cães e do modo como eles “pensam” e aprendem.
A parte prática foi a exemplificação de como se pode ensinar os comandos básicos e outros mais avançados. Nenhum cão saiu de lá a saber fazer tudo, mas nós saímos a saber como ensinar os nossos cães. Agora temos de ir treinando um bocadinho todos os dias.
A Spring aprendeu o senta e o deita, agora tenho de treinar para consolidar essa aprendizagem, mas ela reagiu bastante bem, até melhor que eu esperava.
O Manuel fez um sucesso com os “senta” muito bem treinados e com a sua simpatia habitual.
Tive ainda a oportunidade de conhecer cães e pessoas fantásticas.
As fotos? Bem, as fotos hão-de chegar… Infelizmente esqueci-me de levar a minha máquina a e Cláudia também se esqueceu! Mas houve um “salvador” que levou e ficou de nos enviar as fotos. Assim que chegarem, posto-as.
Para já, fica a notícia: correu tão bem que já estamos a pensar em repetir a experiência lá para a Primavera!

Para onde vão os cães que não ficam em nossas casas?

Este artigo está escrito na primeira pessoa, não pretende apresentar soluções, apenas fala dos sentimentos da autora enquanto técnica de abate num canil/gatil.
Gostava que o lessem, não para ficarem tristes ou chocados, mas para que todos saibam para onde vão os cães que não ficam em nossas casas. Não há volta a dar; a única alternativa possível a esta realidade é a esterilização
.

Spring Time

Todos os dias encontro um bocadinho de tempo em que me sento com a Spring na sala. Ficamos as duas muito abraçadas, apertadas, agarradas… Faço-lhe festas e, se por alguma razão paro, ela reclama com a pata. É o nosso momento.
É assim que, mesmo em pleno Outono/Inverno, para mim, todos os dias são de Primavera!

Afonso

O Afonso, um dos filhos da Girassol. Ele e a irmã, Maria, foram os primeiros cães que acolhi temporariamente até serem adoptados.
A Maria mudou de nome para Vicky e creio que está bem. Ele foi devolvido por ser mal comportado.
Mais um daqueles casos em que os donos falham a educar os cães e quem sofre são os animais...

Zorba e Manuel


Posse Responsável


Hoje de manhã, recebi um email com o folheto acima e outro que passo a transcrever, junto com a minha resposta. Os comentários ficam a vosso cargo.
"Exma,
Venho por este meio dar-vos conta de uma importante informação.
Numa loja de animais em XXX aceitam-se ninhadas de cães ou gatos rafeiros.
Há sempre gente a passar por lá a pedir por cães bebés ou gatinhos e muitas vezes os proprietários da loja já nem têm animais para dar.
É uma solução muito boa para os casos de caezinhos ou gatinhos em risco de abate, parece-me porque sei que lá os animais são muito bem tratados e arranjam dono.
Os donos da loja aceitam os animais e tratam-nos muito bem, só não os vão buscar a lado nenhum...
São os interessados que têm que se deslocar.
Ora, só tem que se dirigir ao centro de XXX (que fica XXX caso não tenha conhecimento da localização) e procurar pela loja de animais que se chama "XXXXX".
Ora a morada é:
XXXX
Como chegar:
XXXXXXXXX.
Está aberta de segunda a sábado até às 19 e encerra aos domingos.
Abre às 10 das manhã e fecha às 13. Abre de novo às 15 e fecha às 19 portanto.
Bem, espero que tenha ajudado.
Cumprimentos
XXX XXXX"
A minha resposta:
Senhor XXX XXXX,
Agradeço a informação que divulgou e, confesso, que me deixou bastante preocupada. Não duvidando das boas intenções do pessoal da loja de animais, a minha experiência, por pequena que seja, diz-me que esta situação é extremamente perigosa.
Passo a explicar.
Calcula-se que em Portugal haja cerca de 11 a 15 mil cães abandonados. A grande maioria destes animais tem origem em casa, ou seja, foram adoptados ou nasceram de ninhadas indesejadas e, posteriormente, foram abandonados.
Nas campanhas de adopção em que participei, verifiquei que os bebés são sempre os mais apreciados e fáceis de dar para adopção. A verdade é que toda a gente quer um bebé porque os bebés são muito queridos e fofinhos, mas poucas pessoas tem capacidade de cuidar de um bebé, ensiná-lo a não roer tudo e a fazer as necessidades no sítio, pagar as despesas de saúde... Acontece frequentemente os bebés serem devolvidos depois de alguns meses porque os donos não aguentam mais ter a casa toda destruída, porque estão fartos de limpar os xixis e cocós fora do sítio, porque crescem e deixam de ser queridos e fofinhos...
Outra questão muito importante é que a grande maioria das pessoas não está sensibilizada para a necessidade de esterilizar as fêmeas de modo a evitar ninhadas. Acham que podem evitar que as fêmeas engravidem se as mantiverem longe dos machos na época do cio ou que poderão encontrar donos para os bebés que vierem a nascer. Nem vale a pena dizer que esta situação multiplica os casos de animais indesejados e abandonados. Por isso é que a maioria das associações tem muito cuidado em dar para adopção apenas animais esterilizados e,caso ainda sejam muito novos para serem dados esterilizados, acompanhar a adopção para garantir que serão esterilizados quando chegar a altura. Caso não o façam, as pessoas das associações sabem que estão a multiplicar os problemas que tentam resolver em vez de os resolver.
Uma adopção bem feita, implica muito trabalho. É preciso conhecer os candidatos a adoptantes e perceber se tem condições de tempo e dinheiro para ter um animal de estimação. É preciso ir a casa deles para saber se tem condições para terem o animal. É preciso saber se o animal que tencionam adoptar se adapta ao seu estilo de vida. Se tudo isto correr bem e o animal for adoptado, é preciso fazer visitas de acompanhamento para saber se tudo está a correr bem e o bicho está a ser bem tratado ou se, pelo contrário, foi relegado para uma varanda ou para meio metro de corrente amarrado a uma casota.
Além de tudo isto, há outras situações que é preciso ter em conta. Algumas pessoas usam animais vender, para treino de lutas de cães, experiências médicas e outras situações tão aberrantes que nem vale a pena mencionar. Claro que não dizem as suas verdadeiras intenções. Dizem que gostam muito de animais e sempre quiseram ter um cachorrinho. Mais um motivo para termos muito cuidado com as adopções.
Todas estas situações fazem que me preocupe bastante com a situação que referiu. Só posso pedir-lhe que tente alertar o pessoal da loja de animais para os perigos daquilo que estão a fazer. Fico a aguardar notícias suas.
Atentamente
I

Leishmaniose


Há tempos conheci uma senhora que trabalha como voluntária num canil onde abatem todos os cães cujo teste de leishmaniose dá positivo.
O Talibocas tem leishmaniose perfeitamente controlada. Toma ¾ de comprimido Alopurinol diariamente e faz análises ao sangue com regularidade. Os resultados das análises indicam que não há progressão da doença. A única marca visível eram as peladas, mas com a remoção dos tumores dos testículos, percebemos que as peladas não eram provocadas pela leishmaniose, mas sim, pelas alterações hormonais originadas pelos tumores.
Lembro-me quando essa senhora viu o Talibocas olhou para ele de um modo que não gostei. Parecia dizer que não havia lugar para ele no mundo. Referiu as peladas e disse que o pelo nunca mais ia crescer…
Ora o Talibocas está óptimo, tem pelo a crescer por todo o lado. Ainda se nota a diferença porque os pelos ainda não têm o tamanho normal, mas é só uma questão de tempo!
Claro que essa senhora não tem nada contra o Talibocas, apenas aprendeu que os cães que têm leishmaniose são para abater.
É assim porque a solução mais fácil é sempre o abate. A mais fácil, mas não a mais eficaz! É que a leishmaniose não se transmite pelos cães contagiados, mas pelos mosquitos. De que serve eliminar os cães, se não se eliminarem os mosquitos?

Bons Sonhos

Manuel, Lela e Lucy

Livros


Li um dos livros do Senhor César Millan em que ele contava como tinha lidado com cães ao longo da sua infância. Os avós viviam numa herdade ou quinta onde habitava uma matilha. Os cães não entravam em casa nem eram alimentados com regularidade. Acompanhavam o avô quando ele ia trabalhar para os campos e, caso ele se esquecesse do chapéu ou da enxada no campo, um dos cães ficava a guardá-la durante a noite. Claro que não havia qualquer controlo sobre a reprodução da matilha. Homens e cães coexistiam harmoniosa mas independentemente.
Claro que quando César Millan chegou aos Estados Unidos da América estranhou o modo como as pessoas se relacionam com os seus cães. Lembro-me dele referir que os cães felizes eram os dos sem-abrigo, pois acompanhavam-nos durante o dia em longas caminhadas, dormiam juntos e partilhavam a comida. Isso era o mais próximo possível da vida que os cães teriam se não existissem os homens.
Depois li o “Timbuctu” do escritor Paul Auster em que o narrador é um cão de um sem-abrigo cuja vida muda, quando o sem-abrigo morre, e acaba por ser adoptado por uma família. Claro que é uma obra de ficção, mas não me custa imaginar o alívio do cão por se livrar das pulgas e carraças que o infestavam ou o prazer que sentia em ser alimentado regularmente.
Olho para o Google, deitado ao meu lado no sofá vermelho, e sei que ele aprecia um longo passeio pelo campo mas, quando chegamos a casa, é o primeiro a entrar no portão e suspira de prazer quando regressa ao sofá. Será que ele apreciaria do mesmo modo o passeio se não tivesse a certeza de ter o sofá à sua espera no regresso?

Compras


Hoje fui às compras. Além das coisas que servem para encher o frigorífico e a despensa, comprei uma coisa que há muito tempo queria ter: um corredouro. Adorei.
Aproveitei ter os cordões da bolsa abertos e comprei também uma sineta para pendurar no portão. É que não tenho campainha. Até agora era o Talibocas que exercia essa função, ladrando sempre que alguém se aproximava. O problema do Talibocas era que não dava sinal apenas às minhas visitas mas a todos que passavam na rua, fosse a pé, de carro ou de bicicleta. Isso obrigava-me a estar sempre a espreitar para ver se se tratava de visitantes ou de meros transeuntes. A partir de agora (enfim, de quando a sineta estiver pendurada) vou ser avisada com maior acuidade!
Acho que as compras de hoje vão melhorar substancialmente a minha qualidade de vida!

Obras

Felizmente, o dia amanheceu sem chuva e as obras começaram! Finalmente! Pelo plano inicial já deveriam ter acabado há muito.
Se tudo correr como o previsto (que nunca acontece) daqui a quinze dias a Casa do Pinhal vai dispor de cinco belas boxes de 10m2 cada. Assim será mais fácil, acolher os cães que não são muito sociáveis e aqueles cujos donos preferem que fiquem separados dos outros.
Para já, o que tenho é um terreno cheio de lama, de marcas de tractor, de areia, cimento, tijolos…
Estou ansiosa para que as obras terminem e para me poder dedicar a criar um lindo jardim no que agora não passa de um lamaçal. Como não percebo nada de arquitectura paisagística, agradeço sugestões, principalmente no que concerne à cobertura do terreno. Relva? Que tipo de relva? Gostaria de algo que não necessite de muita manutenção e seja resistente a cães.

Invernia


Chove. Quando não é a chuva é o vento que me empurra para dentro de casa. Gostava de passar mais tempo com o Zorba, mas ele também se refugia na sua casota/palácio e, lá de dentro, estende-me a pata como quem pede festas.
Acho que ele já se habituou à nova vida, às rotinas e ao espaço. É um querido. Gosta de sentar-se e apoiar as duas patas dianteiras em mim enquanto lhe faço festas.
A Spring continua linda. As patas continuam com feridas, mas ela não ajuda, lambendo sempre e roendo os pensos que lhe faço. Agora até o Talibocas a ajuda a lamber as patas! Vou arranjar-lhe um funil para a impedir de tirar os pensos e lamber as patas. É a única maneira.
O Google já tirou o penso e agora vai acabar de cicatrizar a costura ao ar. Continua magro mas anda mais animado.
O pelo do Talibocas está a crescer em todas as zonas em que tinha peladas, mesmo naquelas que eu pensava que já não iam recuperar. Está a ficar lindão.
Estão todos a perder imenso pelo. Há pelos pela casa, pelo ar, pelas roupas, por todo o lado…
Amanhã começam as obras, se não chover!

Tempo de paz


Hoje foi um dia daqueles! Muitas correrias, telefonemas, pessoas… Claro que também houve tempo para os cães, para os mimos, para os passeios, para os curativos… Agora é tempo de paz.
Os cães já comeram e deitaram-se para descansar, que eles não querem saber das horas, é noite e basta.Eu respiro fundo. Amanhã é outro dia. Agora é tempo de paz.

Amizade Delíciosa

video

Grupo Animais em Portugal


Seguidores



Com o tempo, este blogue tem vindo a ganhar seguidores, pessoas interessadas em saber o que se passa na Casa do Pinhal, que desejam as melhoras dos cães, que torcem para que tudo corra bem, que me animam e me dão força para continuar a escrever.
Penso que não podem imaginar a alegria que me dá saber que há alguém do outro lado do ecrã. A todos vós, os meus mais sinceros agradecimentos. Muito obrigada.

Safira

A Safira já voltou para casa! :)

Talibocas


Talibocas de visita ao "palácio" do Zorba

Zorba


São Martinho na APCA

Passeio pela Serra de Sintra, dia 14 de Novembro
"Mais um vez gostaríamos de celebrar o São Martinho convosco e que ocasião seria melhor para fazermos um belo passeio pela Serra de Sintra e comer umas castanhas?Estão assim todos convidados a participar no passeio que terá lugar no dia 14 de Novembro, com início pelas 10h da manhã à porta do nosso canil.A inscrição no passeio tem pagamento obrigatório, mas o valor fica ao critério de cada um. O cão que irá beneficiar com os donativos deste passeio é o nosso querido “tripé” Popeye, cuja conta no veterinário é enorme e ainda não a conseguimos pagar.Aqui ficam as fotos do nosso menino para que o conheçam e saibam quem estão a ajudar.

Pedimos a todos os que querem participar, que nos informem para que possamos calcular o número de castanhas a assar! As inscrições devem ser feitas para o email: info@apca.org.pt Contamos com a vossa presença!Nota Importante: deverá levar calçado confortável para uma caminhada de 2 horas, água, trela e coleira para o cão que irá passear e, claro, saquinhos, para apanhar os presentes."

Zorba, o cão que ri

Confesso que tenho falhado ao não ter feito ainda um poste sobre o Zorba. Em minha defesa digo que tenho estado à espera de conseguir uma boa foto, mas não é fácil. Amanhã conto ter ajuda para o fotografar. É que não consigo distanciar-me o suficiente para tirar uma foto porque ele está sempre ao pé de mim.
O Zorba é um cão lindo, parecido com um pastor alemão, mas dois tamanhos abaixo. É muito meigo e carente, o que é normal nos cães abandonados. Tem um pelo lindo e macio que dá gosto afagar.
Chegou no sábado acompanhado pelas suas muitas madrinhas (e um padrinho) e trouxe um autêntico enxoval. As madrinhas, além da ração para o menino, das mantas e das gamelas, tiveram a generosidade de trazer muitas prendinhas para todos os cães da casa. Em nome de todos eles: muito obrigada!
Fiz uma cama para o Zorba na casota grande (parece um palácio) e outra na garagem porque ontem choveu muito e ele lá tem mais espaço abrigado da chuva.
No primeiro dia não comeu, mas ontem já comeu bem ração e frango - afinal, qual é o cão que não gosta de frango?
É um cão que não sabe estar sozinho e ladra muito a pedir companhia. Por enquanto, até o apresentar a todos os cães da casa e enquanto a Spring estiver em cio, tenho de dividir a minha companhia, pelo que estou a tentar ensiná-lo a não ladrar. Sempre que não está a ladrar vou ter com ele e faço-lhe muitas festas e levo-lhe biscoitos. Quando ladra, ignoro-o.
O sorriso do Zorba? Preciso mesmo de tirar uma fotografia para mostrar. Vão ver…

Procura-se Safira


Desapareceu no Algarve, Faro. É sociável com pessoas e animais e está educada. Quaisquer informações que possam ajudar a encontrá-la serão bem-vindas.
Obrigada

O tempo dos cães

Os cães, como toda a gente, têm o seu timing. Um cão que muda de casa pode não estar preparado para comer nos primeiros dois ou três dias. Ou pode sentir-se na casa nova tão à vontade como na casa onde morava.
Na Casa do Pinhal aprendi que cada cão é único, reage e adapta-se de modo diferente à mudança.
Com a Spring passei uma semana antes de a começar a juntar aos outros. O Zorba está cá desde sábado e já está junto com o Manuel e o Talibocas.
Hoje de manhã, quando decidi que já estava na altura de juntar o Zorba com o Talibocas, duvidei se estaria a tomar a melhor decisão. É que a prudência aconselha a esperar. Depois pensei que a sabedoria consiste menos em conhecer as regras e cumpri-las que em adaptá-las a cada situação.
Acho que fiz bem em juntá-los. Estão a dar-se bem. Fazem companhia uns aos outros.
O Zorba já está a comer ração e passou uma noite tranquila, pelo menos, eu passei.

Ladra um, ladra outro

Acordei de noite com o barulho do cabo da vassoura a bater no chão do vizinho de cima e com o Manuel e o Zorba a ladrarem um ao outro. Não era um ladrar de agressividade, era mais tipo “ora agora ladras tu, ora agora ladro eu”. E dormir? Quando é que alguém dorme? Perguntei eu.
Levantei-me e fechei o Manuel na marquise para ele dormir. De caminho, aproveitei para limpar um charco que havia na sala, Google, Google, agora que estás melhor tens de parar com esta brincadeira!
O Manuel calou-se e o Zorba também. Veio para o pátio da frente, incomodando a senhora dona Girassol que começou a ladrar. O Zorba respondeu-lhe e eu comecei a ter vontade de bater com a cabeça nas paredes!
Levantei-me outra vez e vim falar com a Girassol, pedir-lhe que não ladrasse, que era de noite e que estávamos a tentar dormir.
Ela lá compreendeu e resignou-se à presença de um cão estranho. Cambaleei de volta para a cama a pensar que poderíamos finalmente ter algum sossego, quando um dos cães do vizinho resolveu entrar na conversa. Confesso que fiquei um bocado aliviada por poder partilhar as responsabilidades da barulheira nocturna.
Ainda mais aliviada fiquei quando o Zorba se rendeu ao cansaço e se calou finalmente. Outros cães, que não os da casa, continuaram a conversas, mas esse barulho é música para os meus ouvidos e pude finalmente pregar olho!
Não durou muito, quando voltei a abrir os olhos já era dia e as responsabilidades tiraram-me da cama.
Levei os meninos ao pátio para fazerem as necessidades e alimentei-os. Ocupada que estava com as tarefas matinais, nem dei pelo Manuel saltar a janela e ir ter com o Zorba ao pátio da frente. Quando reparei estavam em grandes brincadeiras. Deixá-los estar.
Finalmente reina o silêncio! Vou só dar o antibiótico ao Google, que está muito melhor, já comeu bem e bebeu água, e volto para a cama que estou meia bêbada de sono. Que noite!

Caçadores de Caçadores

Clicar na imagem para ler.

"Sempre que um cão sai das minhas mãos para uma nova família, desejo que o tratem tão bem, ou ainda melhor, que eu. Desejo que compreendam que o cão não entra na suas vidas para os fazer felizes, mas, inversamente, a ideia é eles fazerem feliz o cão."