Treino

Manuel atento
O treino dos cães apaixona-me. É o que o Manuel e o Babadex mais gostam de fazer. Por motivos diferentes, o Google é louco por biscoitos, o Manuel adora aprender e adora fazer as habilidades que aprendeu, é a maneira dele dizer que é lindo.
Ensino-os a vir, a sentar, a deitar. Ensinei o Manuel a colocar as patas dianteiras na minha barriga e o Google aprendeu também, apesar de achar que ele é demasiado grande para esta habilidade.
Gostava de os ensinar a abrir e fechar a torneira da mangueira, mas esse exercício ultrapassa as minhas capacidades, não as deles que são muito superiores às minhas.
O treino é benéfico para mim e para os cães. Eles adoram aprender e adoram os biscoitos, eu também me divirto e dou por mim a rir às gargalhadas com as reacções deles.
Sou leitora assídua de sites de treino e comportamento canino, e ando sempre à procura de livros que me ajudem neste processo. O último livro que comprei tem escrito na capa:
“Para construir uma boa relação com o seu cão terá de se basear em expectativas realistas.
Quanto melhor compreender a personalidade única do seu cão e o seu comportamento natural, mais rapidamente estabelecerá com ele uma relação fundamentada na comunicação, no respeito mútuo e na confiança e mais facilidade terá em treinar o seu cão com sucesso.”
O livro chama-se “Fazer Amigos” e foi escrito por uma senhora chamada Linda Colflesh. Ela trabalha como treinadora voluntária numa associação que recolhe cães rejeitados pelos antigos donos e diz que um dos grandes motivos que leva ao abandono de cães é a falta de compreensão e treino.
Os donos não compreendem a natureza dos cães e ficam zangados por eles agirem como cães. Por outro lado, como não treinam os cães de forma a obterem o comportamento que desejam, entram num ciclo vicioso de desilusões e zangas que, muitas vezes, termina com o abandono dos animais.
Por exemplo, é comum vermos cães sentados à porta do café ou da padaria à espera dos donos. Acho bonito de ver. Gostaria que os meus cães fizessem o mesmo, mas não posso esperar que o façam se não os ensinar.
Quando vou à esplanada gosto de levar os cães, e eles gostam de ir comigo. Mas só funciona de eles estiverem ensinados a portarem-se bem. Se eles saltarem para cima das mesas e derrubarem as cadeiras será desagradável para todos. Algumas pessoas podem resolver este problema deixando os cães em casa, outras perceberão que os cães necessitam de treino e darão início a uma aventura maravilhosa.

2 comentários:

Isabela Figueiredo disse...

Mais um poste muito importante.
Exactamente, os cães têm de ser ensinados.
Eu, por exemplo, nunca tive vontade de ensinar aos meus cães coisas como dar a pata, deitar, etc. como fazes aos teus, embora concorde que isso se faça: é um bom exercício mental para os animais e bom para os donos. Mas eu tenho a mania que os meus cães devem manter em si algo de liberdade não condicionada, e também é por isso que gosto de as passear à solta e de não as chatear. Gosto que elas sejam o que são. Eu conheço as personalidades delas, elas conhecem-me a mim ainda melhor. Curiosamente, embora nunca as tenha ensinado muito, portam-se bem na esplanada e ficam à minha espera fora do supermercado, do café, etc. Para ficarem à minha espera fora das lojas, digo-lhes simplesmente, em português corrente, mas firme, "ficam aqui, não saem daqui, a dona vai "a loja e as meninas não podem entrar". Quando não registam à tentação e entram, encaminho-as cá para fora e repito o que disse e aponto muito com o braço para o lugar onde devem ficar e repito "aqui, aqui, aqui". Resulta muito bem.

Isabela Figueiredo disse...

Onde escrevi registam, deve ler-se resistem.

"Sempre que um cão sai das minhas mãos para uma nova família, desejo que o tratem tão bem, ou ainda melhor, que eu. Desejo que compreendam que o cão não entra na suas vidas para os fazer felizes, mas, inversamente, a ideia é eles fazerem feliz o cão."